O fundo imobiliário BRCR11 divulgou uma nova distribuição de dividendos no valor de R$ 0,41 por cota, com crédito previsto para 15 de outubro de 2026. Os rendimentos anunciados são referentes a agosto e serão destinados aos investidores que cumpriram a data de corte estabelecida pelo fundo imobiliário.

A remuneração equivale a um dividend yield mensal estimado em 0,98%, calculado a partir da cotação de R$ 41,80 registrada no encerramento de agosto.

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Para receber os valores, era necessário possuir cotas do fundo imobiliário BRCR11 ao término do pregão de 7 de outubro. Assim, os investidores que adquiriram participação a partir do dia 8 não estarão contemplados nessa distribuição.

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O pagamento será destinado aos cotistas elegíveis conforme suas posições na data-base. Para pessoas físicas que atendam às condições previstas na legislação, os dividendos do FII BRCR11 são isentos de Imposto de Renda.

BRCR11 vende imóvel no Rio e amplia negociações de locação em São Paulo

O BRCR11 apresentou mudanças em sua carteira imobiliária no relatório gerencial de setembro de 2026, com destaque para a alienação de um ativo no Rio de Janeiro e a revisão de contratos de aluguel em edifícios corporativos de São Paulo.

Uma das principais movimentações foi a venda do veículo proprietário do Edifício Mayrink Veiga 9 (MV9), localizado na região central da capital fluminense. A transação foi realizada por R$ 93,1 milhões e integra a estratégia de concentrar os investimentos em empreendimentos corporativos de padrão AAA.

Com a saída do imóvel, o fundo imobiliário BRCR11 passa a contar com oito propriedades, das quais sete possuem classificação AAA. A operação também reduz a participação de edifícios de padrão inferior na carteira.

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A gestão estima que a vacância física do portfólio recue de 10,4% para aproximadamente 9,5% após a alienação. Os recursos obtidos serão destinados integralmente à subscrição de cotas do TRXF11.

Renovações de contratos e perspectivas de ocupação

No mercado de locações, o FII BRCR11 concluiu negociações envolvendo dois empreendimentos de São Paulo.

No Edifício Eldorado, um contrato foi prorrogado por mais três anos, com aluguel estabelecido em R$ 245 por metro quadrado. A revisão também alterou o índice de reajuste, substituindo o IGP-M pelo IPCA.

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Já no Diamond Tower, a administração acertou a renovação de uma locação por mais 60 meses, com valor de R$ 140 por metro quadrado. Uma segunda revisão contratual no mesmo edifício permanecia em fase avançada de negociação, com expectativa de assinatura em outubro.

Conforme as informações de setembro, o portfólio do fundo BRCR11 tinha prazo médio ponderado de quatro anos para os contratos de locação. Entre os ocupantes dos imóveis estavam empresas como Petrobras, Cargill e Samsung.

A receita imobiliária apresentava concentração em São Paulo, responsável por 62% do total, enquanto os empreendimentos do Rio de Janeiro respondiam pelos outros 38%.

Para os últimos meses de 2026, o BRCR11 seguia negociando novas ocupações e revisões de contratos existentes, com possibilidade de concluir parte dessas tratativas ainda neste ano.