Após apresentar resultado negativo de R$ 2,59 milhões em agosto, o Fiagro XPCA11 encerrou setembro de 2026 com lucro contábil de R$ 5,69 milhões, equivalente a R$ 0,1249 por cota, conforme seu relatório gerencial mais recente.

As receitas com Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) alcançaram R$ 5,89 milhões, pelo regime de competência. Aplicações em LCA e renda fixa acrescentaram R$ 184,6 mil, enquanto as despesas operacionais somaram R$ 384,3 mil.

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Os dividendos do XPCA11 permaneceram em R$ 0,10 por cota, com pagamento de aproximadamente R$ 4,55 milhões em 15 de outubro aos investidores posicionados até 30 de setembro.

Considerando a cotação de R$ 7,43, o dividend yield mensal do Fiagro XPCA11 foi de 1,35%, equivalente a 17,40% anualizados. Com o ajuste tributário de 15% apresentado pela gestão, a taxa anualizada alcançou 20,47%.

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Os rendimentos do XPCA11 permanecem nesse patamar desde abril. Em 12 meses, a média distribuída foi de R$ 0,1067 por cota, enquanto o resultado acumulado atingiu R$ 58,75 milhões, diante de R$ 58,27 milhões pagos aos cotistas.

XPCA11 atualiza carteira e acompanha riscos do agronegócio

Em setembro, a carteira do XPCA11 apresentava 66,0% dos ativos em CRAs, 26,7% em cotas de FIDCs do agronegócio, 1,5% em CRIs e 5,9% em caixa.

Entre as operações destacadas pelo relatório estava uma exposição à Usina Santa Fé, por meio do Figtree OPP3 FIDC, de aproximadamente R$ 12,05 milhões, com vencimento previsto para agosto de 2032.

Na distribuição setorial, o Fiagro XPCA11 concentrava 17,8% dos ativos na indústria alimentícia, 15,0% em usinas de açúcar e etanol e 10,5% em cooperativas. Produtores de grãos representavam 9,9% e empresas de insumos agrícolas, 8,6%.

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Quanto aos indexadores, 86,9% das operações acompanhavam o CDI e 13,1% o IPCA, com duration média de 1,97 ano.

A gestão informou que os devedores permaneciam adimplentes, exceto nas operações relacionadas à Agrogalaxy, situação já comunicada anteriormente.

O fundo também acompanhava possíveis impactos do El Niño sobre a safra 2026/27, especialmente no Centro-Oeste, mantendo critérios seletivos de crédito.

Assim, o XPCA11 combinava recuperação do resultado mensal e diversificação da carteira com atenção aos riscos financeiros e climáticos do setor.