O SNAG11 fechou a terça-feira em alta de 0,30%, cotado a R$ 9,91, no segundo pregão após o primeiro turno. O fundo movimentou R$ 3,43 milhões no mercado secundário.
O desempenho veio em uma sessão de forte valorização do IFIX, que subiu 2,26%, dando continuidade à recuperação iniciada na segunda-feira.
A reação dos FIIs ocorre em meio à queda das taxas de juros e à mudança na percepção dos investidores sobre o cenário doméstico após o resultado eleitoral.
No caso do SNAG11, a alta foi mais discreta que a do índice, mas veio acompanhada de uma liquidez relevante para o fundo. O volume de R$ 3,43 milhões mostra que houve participação dos investidores na reprecificação dos ativos, mesmo sem uma valorização expressiva da cota.
SNAG11 compra quatro CRAs e eleva remuneração da carteira para CDI + 2,76%
O SNAG11 manteve a distribuição de R$ 0,12 por cota em agosto de 2026, mesmo com o resultado gerado pelo fundo ficando ligeiramente abaixo desse valor. No período, o fundo gerou R$ 0,113 por cota e utilizou parte das reservas acumuladas para complementar o pagamento.
Com a distribuição, o fundo encerrou o mês com R$ 0,096 por cota em reservas. O rendimento correspondeu a um dividend yield anualizado de 15,81%, segundo os dados divulgados pelo fundo.
O principal movimento da carteira em agosto foi a aquisição de quatro Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) no mercado secundário, ligados ao setor de proteína animal. Entre os emissores dos novos papéis estão MBRF e Minerva, segundo a gestão.
As compras foram realizadas com recursos provenientes da última emissão do fundo e elevaram a remuneração média da carteira. Com os novos investimentos, o SNAG11 passou a ter 17 ativos, enquanto o carrego ponderado subiu para CDI + 2,76%.
A gestão explica que encontrou oportunidades no mercado secundário diante da abertura da curva de juros e da ampliação dos spreads de crédito. A estratégia, segundo o fundo, foi aproveitar papéis de emissores considerados de primeira linha do agronegócio que passaram a oferecer remunerações mais elevadas.
Fiagro vê oportunidade em CRAs após abertura dos juros
A tese para as novas aquisições combina dois fatores: de um lado, uma curva de juros mais aberta, que elevou a taxa-base disponível para os investidores; de outro, spreads de crédito em CRAs considerados elevados em relação aos últimos anos.
Na avaliação da gestão, esse cenário permitiu ao SNAG11 aumentar o retorno potencial da carteira sem necessariamente elevar a exposição a emissores de menor qualidade de crédito.
O movimento também faz parte de uma estratégia de utilização do caixa levantado na última emissão. Em agosto, a posição líquida de recursos disponíveis ficou em R$ 53,54 milhões, equivalente a 5,91% do patrimônio líquido.
Mesmo com a alocação em novos ativos, o fundo manteve inadimplência de 0% ao longo do mês. O patrimônio líquido terminou agosto em aproximadamente R$ 906,09 milhões, enquanto a cota patrimonial ficou em R$ 10,13.


