O fundo imobiliário VISC11 foi um dos destaques entre os fundos imobiliários no pregão seguinte ao primeiro turno das eleições. A cota encerrou a sessão em R$ 111,92, com alta de 5,09%, enquanto o volume financeiro chegou a R$ 13,4 milhões.

A valorização ocorreu em uma sessão amplamente positiva para os FIIs, com o IFIX avançando 2,16%, aos 3.904,71 pontos. O movimento refletiu a forte queda dos juros longos após a eleição, cenário que tende a favorecer especialmente fundos que ainda negociam com desconto em relação ao valor patrimonial.

No caso do VISC11, a combinação de alta expressiva e liquidez elevada colocou o fundo entre os principais destaques da sessão.

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O volume de R$ 13,4 milhões também mostra uma participação relevante dos investidores na reprecificação do fundo em meio ao movimento de recuperação do mercado.

VISC11 entra na carteira do Safra com aposta na recuperação dos fundos imobiliários

O cenário de juros começa a abrir espaço para uma retomada dos fundos imobiliários, na avaliação do Banco Safra. Em sua carteira recomendada para setembro, a instituição aumentou a exposição a fundos de tijolo e incluiu o Vinci Shopping Centers (VISC11) entre as opções para o mês.

A mudança ocorre em meio à perspectiva de queda dos juros ao longo da curva, após sinais mais favoráveis vindos dos indicadores de atividade econômica e inflação. Para o Safra, esse ambiente pode favorecer ativos imobiliários, especialmente aqueles que ainda apresentam potencial de valorização com a recuperação dos preços das cotas.

A inclusão do VISC11 ocorre ao lado do HSI Malls (HSML11), enquanto o banco também ampliou a exposição a fundos logísticos, como HGLG11 e BRCO11.

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A leitura do Safra considera que os fundos imobiliários ainda negociam com um desconto relevante em relação ao patrimônio. Segundo o banco, o setor apresenta atualmente desconto de 10,99% sobre o valor patrimonial, enquanto o dividend yield do IFIX mantém um prêmio de 4,60 pontos percentuais em relação à NTN-B 2035.

Esse diferencial está próximo da média histórica de cinco anos, de 4,84 pontos percentuais. Na avaliação da instituição, a combinação entre desconto patrimonial e prêmio de rendimento ajuda a sustentar a tese de que os preços dos FIIs ainda podem ter espaço para recuperação.

O que é o FII?

O VISC11 é um fundo imobiliário de tijolo, com gestão ativa e foco exclusivo no segmento de shopping centers. Criado em 2014, o fundo é gerido pela Vinci Real Estate e administrado pela BRL Trust, com cotas negociadas na B3 sob o código VISC11.

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Na prática, o fundo atua como um investidor e alocador de capital no setor de shoppings, buscando gerar retorno por meio da aquisição, gestão e reciclagem de participações em empreendimentos. A operação dos shoppings, por sua vez, fica sob responsabilidade de administradoras terceirizadas.

Uma característica importante do VISC11 é a predominância de participações minoritárias nos empreendimentos. Segundo os dados apresentados, cerca de 71% do NOI do fundo vem de ativos nos quais o VISC11 não possui controle, o que significa que a gestão tem influência sobre os investimentos, mas não necessariamente comanda diretamente a operação dos shoppings.

O fundo é classificado pela Anbima como FII de Renda Gestão Ativa e cobra uma taxa de administração regressiva conforme o valor de mercado. A cobrança parte de 1,35% ao ano para patrimônio de até R$ 1 bilhão, cai para 1,20% na faixa intermediária e chega a 1,05% acima de R$ 2 bilhões. O fundo não cobra taxa de performance.

Em 31 de agosto de 2026, o VISC11 tinha valor patrimonial de R$ 115,45 por cota, enquanto a cota era negociada no mercado por cerca de R$ 102,40, indicando um desconto em relação ao patrimônio.