Energia solar supera 2,3 TW no mundo; SNEL11 ganha destaque
A capacidade global de energia solar fotovoltaica já ultrapassa 2,3 terawatts (TW), enquanto o Brasil alcançou cerca de 65 GW de capacidade instalada e aparece entre os maiores mercados solares do mundo. Os dados da IRENA mostram a dimensão da expansão da fonte e ajudam a contextualizar o mercado em que está inserido o SNEL11, fundo dedicado à geração de energia limpa por meio de usinas fotovoltaicas.
O avanço brasileiro ocorre em diferentes frentes, combinando grandes usinas fotovoltaicas e geração distribuída. Segundo levantamento do Banco do Nordeste baseado em dados da IRENA, a capacidade solar do país chegou a 65 GW ao final de 2025, sendo aproximadamente 20 GW em projetos centralizados e 45 GW em geração distribuída.
A expansão coloca o Brasil na sexta posição entre os países com maior capacidade solar instalada, com uma participação que já representa cerca de um quarto da potência elétrica instalada no país. O movimento acompanha o potencial de geração solar brasileiro e a ampliação do uso da fonte na matriz elétrica.
Em escala global, a evolução também é expressiva. A base de dados da IRENA indica 2,378 TW de capacidade solar fotovoltaica acumulada no mundo em 2025, enquanto a China concentra cerca de 1,2 TW, aproximadamente metade do total mundial. Esse crescimento amplia o mercado para empresas e fundos ligados à geração fotovoltaica, especialmente em um cenário de maior eletrificação da economia, gerando uma busca por fontes renováveis, com um ambiente de desenvolvimento para novos projetos e para a aquisição de ativos já operacionais.
SNEL11 acompanha expansão da geração solar
É nesse mercado que o SNEL11 está posicionado. O fundo mantém uma carteira de usinas fotovoltaicas de geração distribuída com contratos de locação de longo prazo e, após a expansão realizada em 2026, encerrou agosto com aproximadamente 149,4 MWp de capacidade instalada e 37 usinas em operação.
A estratégia ganhou escala após a quinta emissão de cotas, que captou R$ 1,01 bilhão. De acordo com o relatório gerencial do fundo, os recursos devem ser direcionados principalmente à aquisição de usinas solares já operacionais, com potencial de levar a capacidade instalada de aproximadamente 150 MWp para até 400 MWp.
A escolha por ativos em funcionamento coloca o fundo diretamente em uma etapa já consolidada da expansão do mercado fotovoltaico. Em vez de depender exclusivamente da construção de novos empreendimentos, a estratégia busca incorporar usinas com histórico de geração e contratos existentes.
O movimento ganhou novo impulso em setembro, com a formalização da aquisição de 28 projetos de geração distribuída, que somam 116,68 MWp e representam investimento de aproximadamente R$ 565 milhões.
Com a operação, o portfólio passou a avançar em escala e diversificação geográfica. A expansão do SNEL11 ocorre, portanto, em paralelo ao crescimento de uma indústria solar que já ultrapassou 2,3 TW de capacidade no mundo. No Brasil, a presença de 65 GW evidencia que a fonte deixou de ocupar um espaço marginal na matriz e passou a integrar de forma relevante a infraestrutura energética nacional.
Demanda por energia amplia espaço para a fonte solar
A relação entre consumo de energia e expansão da geração renovável é outro fator importante para o setor. A EPE registrou 566,7 TWh de consumo de eletricidade no Brasil em 2025, alta de 0,9% em relação ao ano anterior. Ao mesmo tempo, a expansão das renováveis segue em ritmo elevado globalmente.
Segundo a IRENA, as fontes renováveis responderam por 31,7% da geração mundial de eletricidade em 2024, enquanto a capacidade renovável adicionada em 2025 atingiu o recorde de 693 GW. Dentro desse movimento, a solar fotovoltaica é uma das principais tecnologias responsáveis pela expansão. Em 2024, foram adicionados 452,1 GW de capacidade solar fotovoltaica no mundo.
No Brasil, a combinação entre geração distribuída, usinas de maior escala e disponibilidade de recurso solar mantém o país entre os principais mercados globais. Para fundos especializados, esse crescimento representa um mercado de expansão no qual a aquisição e operação de ativos existentes pode ganhar relevância.
Para o SNEL11, a estratégia de ampliar a capacidade instalada para até 400 MWp conecta diretamente a carteira do fundo a esse movimento. O crescimento da energia solar amplia o mercado potencial para os ativos de geração fotovoltaica nos quais o veículo está concentrado. Atualmente, sua carteira está distribuída por diferentes estados brasileiros, reduzindo a concentração em uma única região e permitindo exposição a diferentes mercados de geração distribuída.