O fundo imobiliário HTMX11 registrou resultado acumulado de R$ 35,55 milhões entre janeiro e setembro de 2026, equivalente a R$ 12,31 por cota.
O desempenho foi apresentado no relatório gerencial divulgado em outubro, que também trouxe atualizações sobre a venda de apartamentos e a operação dos hotéis que integram a carteira.
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Nos nove primeiros meses do ano, as receitas totalizaram R$ 41,46 milhões. Desse montante, R$ 21,83 milhões vieram da exploração hoteleira, enquanto a comercialização de unidades gerou R$ 18,19 milhões em lucros.
As aplicações em renda fixa contribuíram com outros R$ 1,45 milhão. As despesas acumuladas alcançaram R$ 5,91 milhões.
Considerando exclusivamente setembro, o fundo imobiliário HTMX11 apurou resultado de R$ 1,37 milhão, correspondente a R$ 0,47 por cota.
O valor ficou abaixo dos R$ 5,32 milhões registrados em agosto. As receitas mensais somaram R$ 2,11 milhões, diante de despesas de R$ 742 mil.
Dividendos do HTMX11 e rentabilidade acumulada
Apesar da redução no resultado de setembro, o fundo manteve o pagamento de R$ 1,20 por cota, valor também distribuído em julho e agosto.
Entre janeiro e setembro de 2026, os dividendos do HTMX11 totalizaram R$ 11,15 por cota.
Com base na cotação de R$ 136,47 utilizada no relatório, o dividend yield acumulado dos últimos 12 meses alcançou 13,62%. Quando considerado o valor patrimonial de R$ 145,93 por cota, o indicador ficou em 12,17%.
Isoladamente, a distribuição mensal de R$ 1,20 representou um rendimento aproximado de 0,88% sobre o preço de mercado informado.
HTMX11 reduz carteira após vender 643 apartamentos
A estratégia de desinvestimento permanece entre as principais frentes de atuação do HTMX11, que combina a exploração comercial de hotéis em São Paulo com a alienação gradual de unidades de seu patrimônio.
Em setembro de 2026, o fundo concluiu a venda de um apartamento localizado no Innside São Paulo Iguatemi.
Com essa movimentação, o número de unidades comercializadas desde o início do processo de desinvestimento chegou a 643.
Dessa forma, o FII HTMX11 iniciou outubro com 705 apartamentos distribuídos em 14 hotéis.
Na composição da carteira remanescente, 67% dos quartos pertenciam à categoria econômica, enquanto os segmentos midscale e upper midscale representavam 27% e 7%, respectivamente, conforme os percentuais arredondados divulgados pela gestão.
A concentração geográfica era maior na região da Berrini–Chucri Zaidan, responsável por 73% das unidades. O Itaim Bibi reunia 11% dos apartamentos, seguido por Congonhas, com 7%.
Em relação às operadoras, 80% dos quartos estavam vinculados à Accor, enquanto os 20% restantes eram administrados pela Estanplaza.
Ocupação dos hotéis avança e diária média chega a R$ 627
Os indicadores operacionais mais recentes apresentados pelo fundo HTMX11 eram referentes a agosto de 2026 e mostraram melhora em relação ao mesmo período do ano anterior.
A taxa de ocupação dos hotéis alcançou 71%, avanço de quatro pontos percentuais na comparação com agosto de 2025.
A diária média chegou a R$ 627, crescimento de 4% em 12 meses. Já o RevPAR, indicador que mede a receita por quarto disponível, atingiu R$ 443, com alta de 10% na mesma base de comparação.
Segundo a gestão, a demanda por hospedagem foi impulsionada pela recuperação das viagens corporativas e pela realização de feiras e eventos na capital paulista.
O relatório também apontou que o calendário de grandes eventos e a atividade empresarial aquecida continuavam favorecendo o mercado hoteleiro de São Paulo em outubro.
Nesse cenário, o HTMX11 mantém sua atuação voltada à operação dos hotéis remanescentes e à continuidade das vendas de apartamentos, estratégia que já resultou na alienação de centenas de unidades do portfólio.