Com 30,9% da receita relacionada à Casas Bahia, FII cai 4,35%

Com 30,9% da receita relacionada à Casas Bahia, FII cai 4,35%
Com 30,9% da receita relacionada à Casas Bahia, FII cai 4,35% (Foto: Casas Bahia/Divulgação)

O fundo imobiliário HSLG11 (HSI Logística FII) caiu quase 5% nesta segunda-feira (17), em meio às preocupações do mercado com a situação financeira da Casas Bahia. Dados apresentados pelo próprio fundo mostram que 30,9% da receita contratada do FII está relacionada à varejista.

A fatia de 30,9% é formada por duas parcelas. A Casas Bahia responde diretamente por 27,6% da receita contratada, enquanto outros 3,3% correspondem a áreas sublocadas. Embora essas áreas sejam ocupadas por terceiros, o relatório gerencial mais recente esclarece que a responsabilidade pelo pagamento integral dos aluguéis continua sendo da Casas Bahia.

No pregão desta segunda-feira, a cota do HSLG11 terminou sendo negociada a R$ 79,75, com queda de 4,35%.

Casas Bahia representa 30,9% da receita

O relatório gerencial de julho ajuda a dimensionar a concentração. A Casas Bahia aparece com a maior participação individual na receita contratada do HSLG11, considerando também as sublocações relacionadas à companhia. Na sequência aparecem Mercado Livre, com 13,3%; Bemol, com 12,9%; Assaí, com 11,8%; e Comercial Esperança, com 7,7%.

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Os imóveis de Contagem (MG) e São José dos Pinhais (PR) estão totalmente locados à Casas Bahia. O ativo de Contagem possui 92 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL) e contrato típico, enquanto o imóvel de São José dos Pinhais soma 74,2 mil metros quadrados e possui contrato atípico.

A exposição à Casas Bahia está concentrada nesses ativos. O HSLG11 possui seis empreendimentos, com 507.951 metros quadrados de ABL própria. Além dos dois imóveis locados à varejista, a carteira inclui ativos em Arujá e Itapevi, em São Paulo; Manaus, no Amazonas; e Araucária, no Paraná.

O relatório também apresenta um potencial de redução dessa concentração após novas comercializações. Segundo a gestão, a participação relacionada à Casas Bahia poderia cair cerca de 12 pontos percentuais, para aproximadamente 19% da receita contratada.

Fundo terminou julho sem vacância

Os números operacionais mais recentes mostram que o portfólio estava integralmente ocupado ao fim de julho. O relatório do HSLG11 registra vacância física de 0% e inadimplência de 0% no período.

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A carteira apresenta concentração geográfica no Sudeste, responsável por 63,3% da receita contratada, seguido pelo Sul, com 23,7%, e pelo Norte, com 13%. Por estado, São Paulo representa 42,5%, Minas Gerais, 20,8%, Paraná, 23,7%, e Amazonas, 13%.

Em relação aos contratos, 63,3% da receita do fundo estava vinculada a contratos típicos e 36,7% a contratos atípicos.

Outro dado do relatório mostra que 91,7% da receita contratada do HSLG11 estava indexada ao IPCA, enquanto 8,3% seguia o IGP-M. O índice de alavancagem líquida informado pelo fundo era de 20,2%.

HSLG11 elevou dividendos em julho

O HSLG11 encerrou julho com aumento no rendimento distribuído aos cotistas. O fundo anunciou R$ 0,75 por cota, ante R$ 0,74 no mês anterior. Pelo preço de fechamento de julho, o pagamento correspondia a um dividend yield anualizado de 9,9%.

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No mês, a receita imobiliária alcançou R$ 13,74 milhões e o resultado operacional ficou em R$ 9 milhões, equivalente a R$ 0,71 por cota. Como a distribuição de R$ 0,75 por cota superou o resultado do período, o fundo utilizou parte do resultado acumulado. Ao fim de julho, o saldo acumulado correspondia a R$ 1,29 por cota.

A gestão manteve uma projeção de distribuição entre R$ 0,74 e R$ 0,76 por cota para o restante de 2026. O relatório ressalta que a estimativa considera as informações disponíveis e está sujeita a alterações.

O relatório também mostra que o aluguel nominal médio do portfólio avançou de R$ 26,20 para R$ 27,30 por metro quadrado entre abril e julho. Em 2026, 97,2 mil metros quadrados, equivalentes a 19% da ABL total, passaram por revisionais, com aumento nominal médio de 15,2%.

O HSLG11 encerrou julho com ocupação integral do portfólio, inadimplência de 0% e rendimento de R$ 0,75 por cota. Ao mesmo tempo, os dados do fundo mostram que 30,9% da receita contratada está relacionada à Casas Bahia, considerando a participação direta da varejista e as áreas sublocadas pelas quais a companhia permanece responsável pelo pagamento integral dos aluguéis.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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