Os investidores estrangeiros registraram vendas líquidas de R$ 300,7 milhões em fundos imobiliários (FIIs) negociados na B3 entre 26 e 30 de outubro. Na direção contrária, as pessoas físicas acumularam compras líquidas de R$ 378,2 milhões, segundo levantamento da Lareal divulgado em 4 de novembro.
O mercado movimentou R$ 3,78 bilhões durante o período, considerando 310 fundos negociados. O volume médio diário foi de R$ 755,9 milhões. Os investidores institucionais brasileiros também encerraram a semana com saldo vendedor, de R$ 77,5 milhões.
Estrangeiros invertem posição em outubro
A movimentação contrasta com a registrada entre 5 e 9 de outubro, quando os estrangeiros haviam comprado R$ 376,7 milhões líquidos em FIIs. A diferença entre os saldos dos dois períodos chega a R$ 677,4 milhões, evidenciando uma inversão na posição desse grupo de investidores.
A última semana de outubro coincidiu com os primeiros pregões após o segundo turno presidencial, realizado em 25 de outubro, que resultou na reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. O relatório, porém, não estabelece relação entre o resultado eleitoral e as negociações.
Fundos de tijolo concentram compras do varejo
Nos fundos de tijolo, que investem diretamente em imóveis, as pessoas físicas compraram R$ 276,5 milhões líquidos. Os estrangeiros venderam R$ 138,9 milhões, enquanto os investidores institucionais brasileiros registraram vendas de R$ 137,6 milhões.
O segmento logístico liderou o volume negociado entre os setores de fundos de tijolo, com R$ 790,1 milhões.
Papel também registra vendas de estrangeiros
Nos fundos de papel, que investem principalmente em títulos de crédito imobiliário, os estrangeiros venderam aproximadamente R$ 123 milhões líquidos.
As pessoas físicas compraram R$ 67,2 milhões, enquanto os investidores institucionais brasileiros registraram compras líquidas de R$ 55,8 milhões. O segmento movimentou R$ 1,06 bilhão na semana.
Os dados refletem negociações de cotas entre investidores na bolsa. Portanto, os saldos positivos e negativos representam transferências de posições, e não necessariamente entradas ou saídas de recursos do patrimônio dos fundos.