FII avança na venda de edifício no Morumbi após aprovação de credores

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Imóveis. Foto: Pixabay

O fundo imobiliário HOFC11 (Hedge Office Income Fundo de Investimento Imobiliário) informou um novo avanço no processo de venda do Edifício Morumbi, imóvel localizado em São Paulo.

Titulares de 100% dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) em circulação aprovaram a estrutura necessária para permitir a alienação do ativo ao TRX Real Estate FII.

A aprovação era uma das condições precedentes para a concretização da venda, anunciada anteriormente pelo HOFC11 em fato relevante de 27 de julho. Apesar do avanço, a administradora ressalta que a operação ainda não está concluída e permanece condicionada ao cumprimento das demais condições previstas nos documentos da transação.

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O que foi aprovado na operação do HOFC11

O Edifício Morumbi está situado na Avenida Morumbi, nº 8.234, e na Rua Caetano José Baptista, nº 105, em São Paulo. A estrutura da transação prevê a cessão do usufruto detido pelo HOFC11 e a alienação da totalidade das quotas da HOFC Empreendimentos Imobiliários Ltda., empresa que possui a nua-propriedade do imóvel.

Como o imóvel está relacionado às garantias de uma operação de CRI, a venda exigia a aprovação dos titulares desses títulos. A assembleia autorizou a alienação e definiu como uma das condições a amortização extraordinária parcial dos CRIs.

Segundo o documento, em até cinco dias úteis após o fechamento da operação deverá ocorrer uma amortização extraordinária correspondente a 40% do saldo dos CRIs. O fechamento está previsto para 30 de setembro. Também poderão ocorrer amortizações extraordinárias adicionais.

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Em termos mais simples, parte da dívida vinculada à estrutura será antecipadamente paga para permitir que a transação avance.

Garantia sobre o imóvel será substituída

Outro ponto aprovado envolve a substituição da garantia atualmente constituída sobre a nua-propriedade do Edifício Morumbi. Com a concretização da operação, essa garantia poderá ser liberada e substituída pela alienação fiduciária de 576.800 cotas do Citadel I Fundo de Investimento Imobiliário.

De acordo com o fato relevante, essas cotas possuem valor patrimonial de R$ 150,49 cada e, conjuntamente, somam R$ 86,8 milhões em valor patrimonial. Também foi aprovada a cessão fiduciária dos direitos creditórios relacionados a essas cotas.

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A assembleia ainda autorizou que o saldo devedor remanescente dos CRIs seja antecipadamente pago à medida que forem vendidas, no mercado secundário, as cotas de TRXF11 recebidas como pagamento na operação.

Venda ainda não foi concluída

A principal consequência do novo fato relevante, portanto, é a retirada de uma das condições que precisavam ser atendidas para a alienação do Edifício Morumbi.

Isso não significa, porém, que a transação esteja definitivamente concluída. O próprio comunicado afirma que a repactuação aprovada pelos titulares dos CRIs somente será implementada caso a venda seja efetivamente realizada.

Além disso, a conclusão continua sujeita às demais condições precedentes previstas nos instrumentos da operação. A administradora afirmou que manterá o mercado informado sobre eventuais novos desdobramentos envolvendo a transação do fundo imobiliário HOFC11.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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