O fundo imobiliário KNRI11 encerrou agosto de 2026 com resultado de R$ 25,926 milhões, correspondente a R$ 0,92 por cota. No mesmo período, o fundo destinou R$ 31,024 milhões aos cotistas, com distribuição de R$ 1,10 por cota.
Entre as receitas contabilizadas no mês, o fundo imobiliário KNRI11 recebeu R$ 23,664 milhões em aluguéis pelo regime de caixa e outros R$ 2,527 milhões em aluguéis antecipados. A receita financeira somou R$ 3,348 milhões, enquanto a venda de um ativo acrescentou lucro de R$ 2 milhões.
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Do lado das despesas, foram contabilizados R$ 450 mil em gastos condominiais e R$ 369 mil relacionados ao IPTU. Outras despesas totalizaram R$ 4,793 milhões.
Como os rendimentos pagos pelo FII KNRI11 superaram o resultado gerado em agosto, foram utilizados R$ 5,098 milhões das reservas para complementar a distribuição aos investidores.
Considerando o segundo semestre de 2026 até agosto, o resultado acumulado alcançava R$ 71,315 milhões. No mesmo intervalo, o fundo KNRI11 havia destinado R$ 62,049 milhões aos cotistas.
Os dividendos de R$ 1,10 por cota referentes a agosto tiveram pagamento programado para 15 de setembro de 2026. A partir da cotação de R$ 157,50 registrada no fechamento do mês, o valor corresponde a um dividend yield mensal de aproximadamente 0,70%.
Ao final de agosto, o KNRI11 apresentava saldo de R$ 116,151 milhões em seu fluxo de caixa, considerando as entradas e saídas do período, incluindo investimentos, despesas e os R$ 31,024 milhões destinados à distribuição de rendimentos.
KNRI11 negociou venda de imóvel e reduziu vacância da carteira
Além dos números financeiros, agosto trouxe novas movimentações para o KNRI11. Entre elas está o compromisso firmado para a venda do PIB Sumaré por R$ 26 milhões, operação cuja conclusão ainda depende do cumprimento das condições precedentes estabelecidas no acordo.
Pelos termos negociados, 24% do preço será recebido à vista. O restante será pago em seis parcelas semestrais de R$ 3,3 milhões, corrigidas conforme as condições previstas contratualmente.
O valor acertado representa um prêmio de 36,3% sobre a avaliação do imóvel e está alinhado ao seu custo de aquisição, segundo as informações divulgadas pelo fundo imobiliário KNRI11. Caso a alienação seja concluída, os recursos poderão ser utilizados para reforçar a estrutura de capital, realizar investimentos nos ativos atuais ou financiar novas aquisições.
Na frente de ocupação, o Edifício Joaquim Floriano recebeu a Galena como nova locatária do conjunto 71, em uma área de 234 m². Com as movimentações do período, a vacância física da carteira terminou agosto em 3,91%, ante 3,95% em julho. A vacância financeira recuou de 5,24% para 5,14%.
A eventual venda do PIB Sumaré deverá provocar uma nova redução nesses indicadores. A expectativa apresentada pelo FII KNRI11 é que as taxas fiquem em aproximadamente 2,17% na vacância física e 0,74% na financeira após a concretização da operação.
O portfólio do fundo KNRI11 reunia 19 propriedades ao término de agosto, sendo 12 edifícios corporativos e sete centros logísticos. Os imóveis estavam distribuídos entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro e atendiam mais de 150 inquilinos.
Na composição da receita contratual, 54,39% estavam associados a contratos típicos, enquanto 45,61% correspondiam a contratos atípicos ou de longo prazo com características semelhantes. Os imóveis corporativos respondiam por 60,83% da receita, ante 39,17% dos ativos logísticos.
O KNRI11 apresentava prazo médio remanescente dos contratos de 2,72 anos. Separadamente, esse indicador era de 2,64 anos na carteira de escritórios e de 2,85 anos nos empreendimentos logísticos.


