O fundo imobiliário KNRI11 encerrou outubro de 2026 com resultado de R$ 26,38 milhões, equivalente a R$ 0,94 por cota. Apesar de o montante ter ficado abaixo dos R$ 31,02 milhões distribuídos aos investidores, o pagamento mensal permaneceu em R$ 1,10 por cota, conforme o relatório gerencial mais recente.
O desempenho representa um avanço de aproximadamente 5,1% em relação a setembro, quando o resultado havia alcançado R$ 25,11 milhões. Para sustentar o valor distribuído em outubro, a gestão utilizou R$ 4,65 milhões de reservas acumuladas.
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A principal fonte de receitas do fundo imobiliário KNRI11 continuou sendo a locação de imóveis, responsável por R$ 25,35 milhões em aluguéis recebidos em caixa. Outros R$ 2,58 milhões vieram de pagamentos antecipados de locatários.
O período também registrou R$ 2,91 milhões em receitas financeiras e R$ 1,23 milhão em ganhos com alienações de ativos. Entre os gastos informados, estiveram R$ 4,91 milhões em outras despesas, R$ 467,2 mil em encargos condominiais e R$ 317,2 mil em IPTU.
Quanto o KNRI11 pagará em dividendos?
Os dividendos do FII KNRI11 serão pagos em 16 de novembro de 2026, no valor de R$ 1,10 por cota, conforme anúncio realizado em 30 de outubro.
Com base no preço de fechamento de R$ 150,50 registrado no último pregão de outubro, o rendimento corresponde a um dividend yield mensal de aproximadamente 0,73%. Caso esse pagamento fosse mantido durante 12 meses, o retorno anualizado simples seria de 8,77%, sem considerar eventuais oscilações no preço das cotas.
Entre julho e outubro, o fundo acumulou resultado de R$ 122,80 milhões e distribuiu R$ 124,10 milhões em rendimentos.
A posição de caixa também apresentou crescimento no mês, passando de R$ 104,07 milhões para R$ 127,19 milhões ao encerramento de outubro.
Novos inquilinos movimentam a carteira do KNRI11
Além dos indicadores financeiros, o relatório de outubro apresentou alterações na ocupação dos imóveis do fundo KNRI11, com a chegada de três empresas a edifícios corporativos.
No Edifício Joaquim Floriano, a Flowa Technologies passou a ocupar 234 m². Já no Complexo Rochaverá, foram registradas duas novas locações: 382 m² para a Liugong, na Torre Marble, e 795 m² para a Acelen, na Torre Crystal.
Em contrapartida, a GTI Comunicação deixou dois conjuntos do Edifício Madison, que somavam 1.235 m².
Após essas movimentações, a vacância física passou de 1,84% em setembro para 1,93% em outubro. A vacância financeira avançou de 4,66% para 4,83%, enquanto o indicador que considera os períodos de carência contratual atingiu 5,79%.
Na área logística, o KNRI11 renovou um contrato referente a aproximadamente 8.860 m² no CD Global Jundiaí. A gestão informou que o acordo prevê reajuste superior à inflação, com início das novas condições em janeiro de 2027.
Como está distribuído o patrimônio imobiliário do KNRI11?
Ao final de outubro, a carteira reunia 18 propriedades, sendo 12 edifícios corporativos e seis centros logísticos, localizados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Os imóveis de escritórios respondiam por 59,07% das receitas imobiliárias, enquanto os empreendimentos logísticos representavam 40,93%.
A base de locatários superava 150 empresas, com maior participação dos segmentos industrial e comercial, responsáveis por 42% e 23% dos contratos, respectivamente.
Quanto às modalidades de locação, os contratos atípicos correspondiam a 52,88% das receitas, ante 47,12% dos contratos típicos. O prazo médio remanescente das locações estava em 3,41 anos.
A gestão também apresentou um cronograma de encerramento das carências concedidas a inquilinos, que poderá elevar gradualmente a receita contratual. O incremento mensal acumulado projetado alcança aproximadamente R$ 283,7 mil até maio de 2027.
Assim, além da manutenção dos pagamentos aos cotistas, o KNRI11 segue acompanhando a ocupação dos empreendimentos e a entrada em vigor de novas condições contratuais, fatores que poderão influenciar a geração de receitas nos próximos meses.