PORD11 paga dividendos de 1,16% ao mês e lucra R$ 3,51 milhões

Noticia sem thumbnail
Imóveis. Foto: Pixabay

O PORD11 encerrou agosto de 2026 com resultado de R$ 3,51 milhões, abaixo dos R$ 3,79 milhões apurados em julho. Nos oito primeiros meses do ano, o resultado acumulado pelo fundo chegou a R$ 29,25 milhões.

Os juros recebidos com CRIs responderam por R$ 2,51 milhões no mês. O fundo imobiliário PORD11 contabilizou ainda R$ 1,02 milhão em receitas financeiras, R$ 360,6 mil em ganhos realizados com FIIs e R$ 232,2 mil provenientes de adiantamentos de operações.

Quer conferir notícias de finanças em tempo real, direto do seu WhatsApp, de maneira gratuita? Clique e confira a nova comunidade de notícias da Status Invest.  

Na distribuição aos cotistas, o FII PORD11 destinou R$ 3,65 milhões referentes à competência de agosto. O pagamento correspondeu a R$ 0,098 por cota, valor repetido pelo sexto mês consecutivo, equivalente a um DY de 1,16% no mês.

Nos 12 meses encerrados em agosto, os dividendos do PORD11 acumularam R$ 1,192 por cota. Ao término do período, o fundo mantinha ainda R$ 0,030 por cota em inflação acumulada e não distribuída.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/1180x300-1.jpg

Nova operação do PORD11 recebe R$ 8,15 milhões

Agosto também marcou a liberação da primeira tranche do CRI Prestes. Foram desembolsados R$ 8,15 milhões, montante equivalente a 2,29% do patrimônio líquido do fundo.

A alocação teve continuidade em setembro, quando outros R$ 4,75 milhões foram liberados, correspondentes a 1,34% do patrimônio. Uma terceira tranche permanece prevista e deverá ser desembolsada conforme novos recebíveis sejam originados.

A operação amplia a exposição do fundo PORD11 à Prestes, incorporadora com a qual a gestora trabalha desde 2021. A estrutura é proprietária e conta com cessão fiduciária de recebíveis pro-soluto.

A razão de garantia é de 138% considerando os recebíveis com vencimento dentro do prazo da operação. Quando incluídos aqueles posteriores ao vencimento, o indicador alcança 213%.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/Banner-Materias-01-Dkp_-1420x240-1.png

Minha Casa Minha Vida ganha espaço na carteira

Além do CRI Prestes, duas novas operações ligadas ao Minha Casa Minha Vida estão em estruturação para liquidação nos próximos meses. Juntas, deverão consumir aproximadamente 7% do patrimônio líquido.

A gestão considera o segmento econômico mais resiliente no cenário atual, mas acompanha fatores como custos de construção, aprovações da Caixa Econômica Federal, compressão de margens e inadimplência das carteiras pro-soluto.

Em agosto, 31% da carteira de CRIs estava vinculada a carteiras pulverizadas, enquanto os 69% restantes correspondiam a risco corporativo.

Na divisão setorial, renda urbana representava 17,2%, seguida pelo MCMV, com 16,1%, residencial, com 15,1%, hospitalar, com 12,6%, e residencial/comercial, com 11,9%.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/DT-PS-HOME-DE-ARTIGOS-1420x240-ID_01_x1.jpg

O caixa correspondia a aproximadamente 21% do patrimônio, enquanto as posições em fundos imobiliários representavam cerca de 9%.

Como o fundo estrutura as operações de crédito

Nos CRIs corporativos, a análise considera a previsibilidade das receitas das companhias e sua capacidade de pagamento. As estruturas podem incluir mecanismos como alienação fiduciária, cessão de recebíveis, garantias dos sócios, subordinação e covenants.

Nas carteiras pulverizadas, a estratégia envolve diversificar a exposição ao crédito imobiliário, considerando também garantias, níveis de subordinação e o histórico de crédito e vendas dos empreendimentos.

O pipeline permanece ativo para os próximos meses. Além das duas operações do MCMV em estruturação, a gestão mantém duas propostas em discussão com companhias e outras transações sob análise.

Enquanto novas alocações são avaliadas, os rendimentos do PORD11 referentes a agosto permaneceram em R$ 0,098 por cota pelo sexto mês consecutivo.

Você investe bem em fiis? Um consultor Suno pode te mostrar caminhos que talvez você não conheça. últimas notícias