O consumo interno de milho no Brasil deve crescer 7,1% em 2027, alcançando 105 milhões de toneladas, ante 98 milhões projetadas para 2026, segundo estimativa do Rabobank.
O avanço da demanda, impulsionado pela indústria de etanol e pela cadeia de proteína animal, reforça a importância econômica das terras agrícolas de Mato Grosso, estado onde estão localizadas as propriedades do SNFZ11.
Um dos principais motores dessa expansão será a indústria de biocombustíveis. As usinas de etanol de milho devem ampliar o consumo do cereal de 27 milhões de toneladas em 2026 para 32 milhões em 2027, consolidando sua participação na demanda nacional.
A cadeia de proteína animal também deve contribuir para o crescimento do mercado interno. O milho é um dos principais insumos utilizados na alimentação de aves e suínos, conectando a produção agrícola a diferentes segmentos da economia brasileira.
O Rabobank também projeta aumento de 1,8% na área plantada com milho no país, passando de 22,3 milhões para 22,7 milhões de hectares. A produção nacional, por sua vez, deve alcançar 141 milhões de toneladas em 2027.
Nesse cenário, o SNFZ11 mantém exposição ao mercado por meio de seis propriedades rurais em Mato Grosso, com estratégia voltada ao arrendamento de terras produtivas. O fundo acompanha uma região que ocupa posição central na produção brasileira de grãos.
SNFZ11 chega em 17 mil cotistas e amplia presença no agro
O SNFZ11, Fiagro da Suno Asset, alcançou a marca de 17 mil cotistas, ampliando sua base de investidores em um movimento acompanhado pela expansão de seu portfólio no Mato Grosso.
Em agosto de 2025, o fundo reunia 4.196 investidores. A marca atual representa um crescimento de aproximadamente 305% em pouco mais de um ano, com a base de cotistas mais do que quadruplicando no período.
O avanço ocorre após uma sequência de iniciativas voltadas ao crescimento do fundo. Em julho de 2026, o SNFZ11 concluiu a aquisição de três propriedades rurais — Panteão, Berrante e Guaraipós — ampliando para seis o número de fazendas em carteira.
Os imóveis estão localizados em Mato Grosso e integram a estratégia de exposição direta à terra agrícola.
Estratégia do portfólio
A expansão do portfólio também contou com uma terceira emissão de cotas, que movimentou R$ 51,8 milhões. Os recursos foram destinados à aquisição das três propriedades, fortalecendo a presença do fundo no mercado de terras e ampliando sua exposição ao setor agropecuário.
A estratégia do SNFZ11 combina receitas provenientes do arrendamento das fazendas com investimentos em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs). A estrutura busca reunir geração de renda recorrente e potencial de valorização patrimonial dos imóveis rurais no longo prazo.