Solar acelera e países emergentes devem puxar expansão; onde entra o SNEL11?
A energia solar atravessa um dos ciclos de expansão mais acelerados de sua história, e o ritmo de instalação de novos projetos vem reforçando a perspectiva de crescimento da fonte nos próximos anos. Segundo dados citados pela Bloomberg, o mundo já alcançou a marca de 3 terawatts (TW) de capacidade solar instalada em 2026, depois de levar cerca de uma década para sair de 100 gigawatts para 1 TW.
O ritmo de crescimento também vem se acelerando. O primeiro terawatt levou aproximadamente dez anos para ser instalado, enquanto o segundo foi acrescentado em menos de três anos. Agora, a BloombergNEF projeta que o mundo poderá adicionar mais de 9 TW de capacidade solar até 2036, mostrando o tamanho da expansão esperada para a próxima década.
Para o SNEL11, fundo voltado ao segmento de energia solar, esse movimento reforça o ambiente estruturalmente favorável para a fonte. A expansão da capacidade instalada significa aumento da demanda por projetos de geração, infraestrutura e ativos capazes de produzir eletricidade a partir da fonte renovável.
O avanço não está restrito aos grandes mercados. Países como Paquistão, Nigéria e Filipinas vêm registrando forte crescimento da geração solar em telhados, enquanto mercados menores, como Cuba e Líbano, também apresentaram rápida adoção da tecnologia.
O número de países com pelo menos 1 gigawatt de capacidade solar instalada chegou a 74 em 2025, contra 42 em 2020. Para o investidor do SNEL11, a tendência mostra que a expansão da energia solar deixou de estar concentrada em poucos mercados e passou a ganhar escala global.
SNEL11 no Brasil: países em desenvolvimento devem puxar onda de crescimento
A BloombergNEF projeta que os países em desenvolvimento terão participação crescente na expansão da energia solar a partir deste ano. Muitos desses mercados ainda apresentam baixa penetração da fonte na matriz elétrica, o que abre espaço para uma expansão mais acelerada nos próximos anos.
Segundo a projeção, mais de um quarto da capacidade solar instalada no mundo estará em países em desenvolvimento até 2036. Ao mesmo tempo, a participação dos países ricos deverá cair para aproximadamente 20%.
Esse movimento amplia o mercado potencial para a indústria solar e reforça a perspectiva de continuidade dos investimentos em geração renovável.
Oferta pode ampliar patrimônio para R$ 3,29 bi
De acordo com o prospecto da oferta do SNEL11, a operação tem potencial para elevar o patrimônio líquido do fundo de R$ 889,9 milhões para até R$ 3,29 bilhões. Essa projeção considera a colocação integral das cotas e o eventual exercício do lote adicional, conforme os termos da emissão.
A expansão também contempla um aumento relevante da capacidade instalada dos ativos, que pode passar de 149,4 MWp para 635,2 MWp. O número de projetos no portfólio pode avançar de 37 para 224 empreendimentos, com a incorporação de 187 novos projetos de geração solar, caso a oferta seja concluída nos parâmetros indicados.
As estimativas dependem da efetivação da oferta e não constituem garantia de desempenho futuro. A execução do pipeline e a alocação dos recursos seguirão o cronograma e as condições estabelecidas no prospecto, sujeito às etapas regulatórias e de mercado.
Junho teve maior volume de negociação da história do FII
O fundo fechou junho com o maior volume de negociações desde o seu lançamento. Segundo dados da gestora, as cotas movimentaram mais de R$ 150 milhões ao longo do mês, estabelecendo um novo recorde de liquidez para o veículo no período.
A combinação de maior negociação e expansão da base reflete o engajamento do mercado com a oferta em andamento. Os próximos passos da emissão, incluindo a fase de sobras e montante adicional, tendem a manter o cronograma dentro das datas já informadas ao mercado.