O fundo imobiliário KNCR11 (Kinea Rendimentos Imobiliários) anunciou a distribuição de R$ 1,15 por cota referente ao resultado de março, acima dos R$ 1,00 pagos em fevereiro e abaixo dos R$ 1,20 distribuídos em janeiro.

O desempenho ocorre em meio à redução da posição em caixa e à continuidade dos investimentos realizados pelo fundo após a recente captação de recursos. Os dados constam no relatório gerencial de março.

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Ao fim de março, o caixa representava 7,8% do patrimônio líquido, queda relevante frente aos 14,3% registrados em fevereiro. O movimento reflete o uso gradual dos recursos captados na última emissão de cotas, que haviam elevado temporariamente o nível de liquidez.

Com isso, o KNCR11 ampliou a exposição a ativos de crédito imobiliário. A parcela do patrimônio alocada em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) indexados ao CDI atingiu 77,8% em março, ante 75,5% no mês anterior.

Investimento de R$ 320,5 milhões

No período, o fundo investiu cerca de R$ 320,5 milhões em novas operações de CRI. Em fevereiro, os investimentos somaram aproximadamente R$ 425 milhões, enquanto em janeiro foram cerca de R$ 189,4 milhões. Os dados mostram continuidade no processo de aplicação dos recursos ao longo do trimestre, ainda que com variação no volume mensal investido.

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A carteira permanece concentrada em ativos pós-fixados, com taxa média de CDI + 2,05% ao ano. O prazo médio dos ativos avançou para cerca de 4,0 anos, frente a 3,5 anos observados em fevereiro.

Elevação de rendimentos distribuídos

Segundo o relatório gerencial, o resultado de fevereiro foi influenciado pelo menor número de dias úteis e pelo aumento temporário do caixa após a emissão de cotas. Já em março, a redução dessa posição coincidiu com a elevação do rendimento distribuído.

O KNCR11 segue com operações em análise e estruturação, dentro do processo de investimento dos recursos captados. A evolução da carteira e dos rendimentos continuará relacionada ao ritmo dessas alocações e às condições de mercado, especialmente ao comportamento das taxas de juros que impactam os ativos indexados ao CDI.