HSML11, RECR11, VRTA11 e AAZQ11 são destaques do Bom Dia FIIs (17/8)

HSML11, RECR11, VRTA11 e AAZQ11 são destaques do Bom Dia FIIs (17/8)
HSML11, RECR11, VRTA11 e AAZQ11 são destaques do Bom Dia FIIs (17/8) (Foto: Pexels/Hemerson Coelho)

Os fundos imobiliários HSML11, RECR11, VRTA11 e AAZQ11 são os destaques do Bom Dia FIIs desta segunda-feira (17). Na sexta-feira (14), o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão a 3.686,33 pontos, com queda de 0,17%, equivalente a um recuo de 6,32 pontos no dia.

Na comparação semanal, o IFIX acumulou queda de 2,25%. O índice havia encerrado a sexta-feira anterior (7), aos 3.771,15 pontos e terminou esta semana aos 3.686,33 pontos, uma perda de 84,82 pontos no período.

O desempenho negativo acompanhou a descida do Ibovespa, que encerrou o pregão da sexta (14) em queda de 0,13%. Esta foi a nona baixa diária consecutiva do índice, pressionado pela saída de capital estrangeiro e pela cautela com o cenário fiscal e eleitoral. Somente na semana, o Ibovespa recuou 3,27%.

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Confira os destaques do mercado de fundos imobiliários:

HSML11 divulga resultado 56% maior; confira dividendos do mês

O HSML11 encerrou julho de 2026 com resultado de R$ 59,432 milhões, montante 56% acima dos R$ 38,033 milhões divulgados no relatório anterior, que era o resultado consolidado de maio e junho. No mesmo mês, o fundo distribuiu R$ 0,75 por cota, com pagamento em 7 de agosto de 2026.

Segundo o fundo, o valor correspondia a um dividend yield anualizado de 10,3% sobre a cotação de mercado considerada na data do anúncio. Ao fim de julho, os dividendos ainda contavam com um reforço de reserva. O fundo acumulava R$ 59,0 milhões não distribuídos, o equivalente a R$ 2,76 por cota.

O salto do resultado tem origem clara. Em 1º de julho, o fundo imobiliário HSML11 recebeu a segunda e última parcela do desinvestimento no Shopping Pátio Maceió, operação que gerou ganho de capital de R$ 48,249 milhões, ou cerca de R$ 2,26 por cota. A transação envolveu a venda direta de 19% do empreendimento e completou a alienação parcial de 49% do ativo. 

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RECR11 eleva lucro e dividendos rendem 146% do CDI; descubra valores

RECR11 encerrou julho com lucro líquido de R$ 41,515 milhões pelo regime de competência. Pelo regime de caixa, o resultado foi de R$ 29,054 milhões, ante R$ 28,448 milhões no mês anterior. 

As receitas com CRIs e FIIs somaram R$ 33,068 milhões, enquanto a marcação a mercado teve efeito positivo de R$ 12,668 milhões no período. O FII RECR11 anunciou a distribuição de R$ 1,0987 por cota, referente aos resultados de julho, totalizando aproximadamente R$ 29,051 milhões em rendimentos. 

O valor ficou acima dos R$ 1,0759 por cota distribuídos no mês anterior e o dividend yield mensal equivalente é de 1,373% (16,48% ao ano), correspondente a 146% do CDI líquido do tributo. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em julho, o fundo distribuiu R$ 10,8883 por cota em dividendos. Segundo o relatório, ele deve distribuir aos cotistas pelo menos 95% dos resultados apurados pelo regime de caixa, considerando os balanços semestrais.

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VRTA11: carteira tem retorno potencial de IPCA + 20,97%

O VRTA11 registrou em junho uma carteira que, considerando o preço de mercado de R$ 69,00 por cota, apresenta potencial de retorno de IPCA + 20,97%. O desempenho potencial ocorre em um momento em que o fundo negocia com desconto em relação ao patrimônio. Ao final de junho, o P/VP do VRTA11 estava em 0,85x, indicando que a cota de mercado era negociada abaixo do valor patrimonial dos ativos.

No mês, o fundo distribuiu R$ 0,85 por cota aos investidores. Pela cotação de fechamento de junho, de R$ 70,63, o pagamento representou um dividend yield mensal de 1,20%, equivalente a aproximadamente 126% do CDI, considerando o gross-up de 15% de Imposto de Renda.

A gestão mantém uma reserva de R$ 1,00 por cota, que pode ser utilizada para fazer frente a obrigações futuras e complementar as distribuições mensais. Para o segundo semestre de 2026, a expectativa apresentada é de rendimentos entre R$ 0,85 e R$ 0,95 por cota, tendo R$ 0,85 como referência.

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AAZQ11 entrega yield de 15,6% ao ano e amplia apostas no crédito do agro

O Fiagro AAZQ11 distribuiu R$ 0,09 por cota em dividendos referentes a julho, o que corresponde a um dividend yield mensal de 1,33%. Em termos anualizados, o retorno chegou a 15,6%, equivalente a 110,7% do CDI, considerando a cotação de mercado do fundo em 31 de julho de 2026.

A carteira encerrou o mês praticamente toda direcionada ao agronegócio. Segundo o relatório gerencial, aproximadamente 99,2% do patrimônio líquido estava alocado em ativos ligados ao setor, sendo 68,7% em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) e outros 29,1% em Fiagros de direitos creditórios.

A estratégia mantém o AAZQ11 concentrado em instrumentos de crédito ligados à cadeia agropecuária, buscando combinar a remuneração dos ativos com a geração recorrente de renda para os cotistas. Em junho, o fundo registrou resultado de aproximadamente R$ 2,3 milhões. Ao final de julho, a carteira permanecia diversificada e, segundo a gestão, os ativos apresentavam desempenho dentro do esperado.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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