O fundo AZIN11 encerrou setembro de 2026 com desempenho estável, apesar das turbulências no mercado de debêntures incentivadas. Segundo o relatório gerencial, o retorno do fundo em relação ao patrimônio líquido (PL) correspondeu a 138% do CDI no período, enquanto o resultado acumulado desde o início das operações alcançou 166% do indicador.
No mês, o mercado de debêntures incentivadas enfrentou uma onda de resgates em fundos isentos, que somaram R$ 17 bilhões. O movimento pressionou os gestores a vender títulos no mercado secundário e provocou uma abertura dos spreads de crédito, elevando o custo de captação para novas emissões de infraestrutura.
De acordo com o relatório, o spread dos papéis passou de 0,38% para 0,62% acima dos títulos públicos. Com o aumento dos custos, novas emissões de debêntures de infraestrutura foram prejudicadas.
Nesse cenário, o índice IDA-IPCA Infraestrutura acumulou valorização de 3,97% em 2026 até setembro, abaixo do CDI, com retorno de 10,56%, e do IMA-B, que avançou 9,97%. A abertura dos spreads também afetou o valor de mercado dos títulos já presentes nas carteiras dos investidores, por meio da marcação a mercado.
O AZIN11, porém, informou que não foi afetado pelo movimento de abertura dos spreads. A gestão atribuiu o desempenho à estratégia de montar uma carteira baseada em originação própria, sem pulverização no mercado secundário. O fundo também não realizou novos investimentos ou desinvestimentos em setembro e não registrou intercorrências de crédito no período.
AZIN11 acumula retorno líquido de 71,2% desde o IPO
O relatório destacou que o fundo atingiu a marca de retorno líquido acumulado de 71,2%. Segundo a gestão, um investidor que aplicou R$ 100 na oferta pública inicial (IPO) e reinvestiu os dividendos teria chegado a um patrimônio de R$ 171,20.
A estratégia do AZIN11 está concentrada em crédito estruturado com originação própria. De acordo com a gestora, as operações buscam incorporar prêmios de estruturação, liquidez e componentes adicionais de retorno, chamados de kickers.
A gestão também informou que mantém uma concentração de ativos ligeiramente superior à média do mercado. Na avaliação apresentada no relatório, essa estratégia permitiu formar um excedente de resultado que funcionaria como uma margem de proteção diante de eventuais problemas de crédito em algum ativo da carteira.
Ao final de setembro, o fundo mantinha 17% do patrimônio líquido em caixa, posição que contribui para a liquidez do portfólio. No mercado secundário, a negociação média diária das cotas foi de R$ 1,06 milhão, equivalente a aproximadamente 0,25% do patrimônio líquido do AZIN11.
Últimos dividendos do fundo
O fundo AZIN11 anunciou a distribuição de R$ 1,40 por cota referente ao mês de setembro de 2026. O montante total destinado aos investidores será de R$ 5,97 milhões, com pagamento previsto para 22 de outubro aos cotistas que estiverem posicionados no fundo em 15 de outubro.
Considerando o fechamento da cota em R$ 94,34 no dia 30 de setembro, o rendimento anunciado corresponde a um dividend yield de aproximadamente 1,48% no mês.


