O fundo imobiliário RBVA11 formalizou a rescisão do contrato de locação com o Santander e prevê receber R$ 1,49 milhão pela devolução do imóvel, sendo R$ 1,2 milhão para recomposição do espaço e R$ 291 mil referentes à multa contratual.

A movimentação faz parte de um processo de reorganização do portfólio do fundo imobiliário, que busca comercializar áreas vagas e recuperar o potencial de geração de receita dos ativos. Em setembro de 2026, o fundo registrou resultado de R$ 13,85 milhões.

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Localizado na Rua Floriano Peixoto, o imóvel foi devolvido ao fundo em 15 de setembro. Com a saída do banco, a gestão iniciou o processo de comercialização do espaço, mas ainda não informou a conclusão de um novo contrato. A velocidade para encontrar outro ocupante será relevante para avaliar a recuperação da receita de locação associada ao ativo.

A vacância física do RBVA11 subiu de 8,3% em agosto para 9,7% em setembro, segundo o relatório gerencial. O fundo encerrou o mês com 74 imóveis e aproximadamente 299,8 mil metros quadrados de área bruta locável. O aumento dos espaços desocupados amplia o desafio comercial da gestão, especialmente em um cenário no qual parte das receitas depende da retomada das locações.

Apesar disso, o fundo mantém negociações para ocupar diferentes imóveis. Entre os destaques estão o ativo Liberdade, com contratos assinados durante o processo de desocupação pelo antigo locatário; o imóvel de Recife, com proposta aprovada; e o Mateo Bei, que avançou para a elaboração da minuta contratual. Também há tratativas em andamento em Santo André e no imóvel Paes Leme.

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A estratégia de gestão ativa inclui ainda a reciclagem do portfólio, com vendas de ativos e recebimento parcelado dos valores negociados. Em setembro, o RBVA11 recebeu cerca de R$ 1,1 milhão relacionado às alienações dos imóveis Senador Queirós e São Gonçalo Alcântara. Ao fim do mês, o saldo previsto a receber por vendas de imóveis e cotas era de aproximadamente R$ 15,27 milhões, com pagamentos distribuídos até o segundo semestre de 2027.

Reocupação dos imóveis será decisiva para a receita recorrente

A recomercialização dos espaços vagos é um dos principais pontos de atenção para os próximos meses. Novos contratos podem contribuir para recuperar a receita de locação, mas o impacto financeiro depende das condições negociadas, do início efetivo das locações e de eventuais períodos de carência ou descontos comerciais.

No primeiro semestre de 2026, o fundo realizou cinco novas locações, cujos efeitos positivos ainda tendem a aparecer gradualmente, de acordo com a gestão. O relatório também indica que algumas áreas permanecem em diferentes fases de negociação, o que torna a evolução do funil comercial um indicador importante para acompanhar o desempenho operacional do portfólio.

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Guidance do RBVA11

A gestão revisou a estimativa de resultado recorrente para aproximadamente R$ 0,062 por cota no segundo semestre, refletindo principalmente as desocupações de agências bancárias e a existência de imóveis vagos ou em processo de recomercialização. Considerando os contratos firmados e uma possível ocupação de outras áreas em negociação, o resultado recorrente poderia se aproximar de R$ 0,075 por cota, segundo uma projeção condicionada à manutenção das demais variáveis.

A indenização prevista para o imóvel de Fortaleza ajuda a compensar financeiramente parte dos efeitos da rescisão, mas não substitui de forma permanente a receita de um contrato de locação. Para recompor a geração recorrente, o fundo precisará avançar na ocupação do espaço e de outros imóveis desocupados, além de administrar os custos associados à vacância e à preparação dos ativos para novos inquilinos.

O desempenho do RBVA11 dependerá, portanto, da capacidade de transformar as negociações em contratos efetivos, reduzir a vacância e manter a estratégia de venda de ativos alinhada aos objetivos do fundo. O resultado de R$ 13,85 milhões em setembro representa o desempenho daquele mês, enquanto a evolução das locações e da reciclagem patrimonial será determinante para avaliar a sustentabilidade operacional nos períodos seguintes.