O fundo imobiliário CXAG11 ajuizou ações revisionais para adequar às condições de mercado os aluguéis de parte dos imóveis da carteira. As medidas, apresentadas em 30 de outubro de 2026, envolvem seis ativos atualmente locados à Caixa Econômica Federal.
A iniciativa se apoia no direito de revisão dos valores locatícios previsto nos respectivos contratos. Com os processos, o FII CXAG11 busca atualizar os aluguéis praticados nesses imóveis, levando em conta as condições atuais do mercado.
O maior desconto desta Black Friday não está em nenhuma vitrine. Está no tempo que você pode ganhar até parar de trabalhar. Na live Suno Friday, mostramos como é possível chegar à independência financeira em idades completamente diferentes. Garanta sua vaga gratuita.
Mesmo com o início das ações, não houve alteração nas condições vigentes dos contratos de locação. Os acordos seguem sendo cumpridos normalmente, e a Caixa Econômica Federal continua pagando os aluguéis pelos valores hoje estabelecidos.
Neste estágio, ainda não é possível determinar o desfecho das ações revisionais. Também não há estimativa dos impactos que os processos poderão provocar nos resultados do fundo, já que esses efeitos dependerão da evolução das medidas.
Como o CXAG11 mantém a possibilidade de acordo com a Caixa
A judicialização da revisão dos aluguéis não impede que o fundo CXAG11 e a Caixa Econômica Federal cheguem a uma solução negociada durante o andamento dos processos.
Segundo o comunicado, a gestão mantém o diálogo aberto com a locatária, de modo que um eventual acordo pode ser firmado a qualquer momento, desde que considerado de interesse dos cotistas.
A gestora e a administradora informaram ainda que seguirão comunicando ao mercado eventuais acontecimentos relevantes sobre o assunto. Entre os possíveis desdobramentos está justamente a celebração de um acordo entre as partes durante a tramitação das ações revisionais.
Como funciona o CXAG11
O CXAG11 é um fundo voltado a investimentos de longo prazo em ativos imobiliários, com o objetivo principal de gerar renda por meio do portfólio de imóveis.
A carteira foi formada em outubro de 2021, quando a Caixa Econômica Federal transferiu ao fundo 32 agências bancárias e aportou recursos destinados ao pagamento de despesas e a benfeitorias nos imóveis.
A operação foi estruturada no modelo Sale and Leaseback, pelo qual os ativos passaram ao fundo e seguiram ocupados pela própria Caixa, por meio de contratos de locação com prazo de 10 anos.
Atualmente, o fundo possui patrimônio líquido de R$ 216,3 milhões e valor patrimonial de R$ 103,47 por cota. A cotação usada como referência é de R$ 71,40, o que resulta em uma relação P/VP de 0,69 e indica negociação abaixo do valor patrimonial por cota.
O CXAG11 reúne 11.179 cotistas e apresenta liquidez média diária de aproximadamente R$ 146,6 mil. O último rendimento informado foi de R$ 1,32 por cota.