O fundo imobiliário BTCI11 encerrou setembro de 2026 com lucro líquido de R$ 9,24 milhões, superando os R$ 8,56 milhões registrados em agosto.
O desempenho foi apresentado no relatório gerencial divulgado em outubro, que também detalhou os rendimentos distribuídos aos investidores e a situação de ativos da carteira.
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As receitas do período totalizaram R$ 10,09 milhões, com predominância dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), responsáveis por R$ 8,85 milhões.
Os investimentos em outros FIIs contribuíram com R$ 1,17 milhão, enquanto as aplicações de caixa acrescentaram R$ 65 mil. Após despesas de R$ 845 mil, o fundo apurou o resultado líquido informado.
Em relação à remuneração dos cotistas, o fundo imobiliário BTCI11 destinou R$ 9,46 milhões à distribuição de dividendos referentes a setembro, correspondentes a R$ 0,095 por cota, menor valor nos últimos 5 meses. O pagamento ocorreu em 15 de outubro de 2026.
Com base na cotação de R$ 8,63 considerada pela gestão, os rendimentos representaram um dividend yield mensal de 1,10%, equivalente a aproximadamente 14,0% em termos anualizados.
Quando calculado sobre o valor patrimonial, o indicador anualizado ficou em 11,7%. No acumulado de 12 meses encerrados em setembro, o BTCI11 registrou receitas de R$ 121,45 milhões e lucro líquido de R$ 110,53 milhões.
Nesse intervalo, as distribuições somaram R$ 116,54 milhões, equivalentes a R$ 1,171 por cota. Ao final do período, o resultado acumulado disponível alcançava R$ 14,40 milhões, ou R$ 0,145 por cota.
BTCI11 registra ajuste patrimonial em investimento no BTYU11
Entre os principais acontecimentos abordados no relatório está a revisão do valor econômico dos empreendimentos residenciais vinculados ao BTYU11, posição que representava aproximadamente 6,8% do patrimônio líquido do BTCI11.
O BTYU11 possui participação em projetos imobiliários na cidade de São Paulo e realizou uma reavaliação considerando o estágio de execução das obras, as condições financeiras da incorporadora You Inc., os custos necessários para concluir os empreendimentos e as expectativas comerciais.
Como consequência, o FII BTCI11 reconheceu um ajuste negativo equivalente a 2,08% de seu patrimônio líquido, atribuído exclusivamente à participação nesse investimento.
A gestão esclareceu que a revisão não representa necessariamente uma perda definitiva. O valor poderá ser novamente ajustado de acordo com o desenvolvimento dos projetos e a evolução das condições consideradas na avaliação.
Em relação ao financiamento das obras, o relatório informou que os recursos necessários à conclusão dos empreendimentos foram equacionados por meio de financiamentos adicionais contratados pelas respectivas sociedades de propósito específico (SPEs).
O cronograma apresentado prevê as primeiras entregas para meados de 2027, enquanto os últimos projetos deverão ser concluídos até o encerramento de 2028.
Como está distribuída a carteira do BTCI11?
A composição dos investimentos apresentada pela gestão mostra que 82% da carteira estavam direcionados a CRIs, enquanto os outros 18% correspondiam a participações em fundos imobiliários.
Entre os indexadores das operações, o IPCA predominava, com participação de 97%. Os títulos vinculados ao CDI representavam 2%, e os demais referenciais respondiam por 1%.
Na distribuição por segmentos, o residencial concentrava a maior parcela do portfólio, com 36%, seguido pelo logístico, com 33%.
Os shopping centers representavam 12% dos investimentos, enquanto renda urbana e imóveis corporativos respondiam por 8% e 4%, respectivamente. O restante estava distribuído entre outras categorias imobiliárias.
Ao todo, a carteira reunia mais de 45 ativos, com acompanhamento individualizado das operações e diversificação entre diferentes segmentos.