O fundo imobiliário VISC11 encerrou o pregão em alta de 0,76%, com suas cotas negociadas a R$ 96,54.

O desempenho positivo veio acompanhado de um volume financeiro de aproximadamente R$ 8,13 milhões.

O VISC11 também superou o desempenho do IFIX, que avançou 0,62% no mesmo pregão.

A diferença, embora pequena, colocou o fundo entre os ativos que tiveram valorização superior à do principal índice do mercado imobiliário listado.

VISC11: raio-x do FII de shoppings; conheça dividendos e portfólio

O fundo imobiliário VISC11 reúne investimentos em 31 shopping centers espalhados por 15 estados e pelo Distrito Federal. Com patrimônio líquido de R$ 3,34 bilhões em setembro de 2026, o fundo combina a exploração comercial dos empreendimentos com operações de compra e venda de participações imobiliárias.

Entre os destaques recentes estão o crescimento das vendas dos lojistas, a manutenção da ocupação próxima de 94% e uma transação de R$ 257,1 milhões envolvendo participações em cinco shoppings.

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O relatório de setembro também apontou 346.772 cotistas, valor de mercado próximo de R$ 3 bilhões e liquidez média diária de R$ 7,4 milhões.

Naquele período, as cotas eram negociadas a R$ 102,16, abaixo do valor patrimonial de R$ 115,79 por cota. Essa relação resultava em um indicador preço sobre valor patrimonial (P/VP) de aproximadamente 0,88.

Como funciona o VISC11 e onde estão seus investimentos?

Administrado pela BRL Trust e gerido pela Vinci Real Estate, o fundo imobiliário VISC11 pertence à categoria de fundos de tijolo, com investimentos direcionados principalmente a shopping centers.

Sua estratégia de gestão ativa permite ajustar as participações nos empreendimentos conforme as oportunidades identificadas pela gestora.

Em setembro, a carteira apresentava aproximadamente 292 mil m² de área bruta locável própria, distribuídos entre imóveis operados por 11 administradoras diferentes.

Entre os empreendimentos que compunham o portfólio estavam BH Shopping, RibeirãoShopping, Midway Mall, Prudenshopping, Porto Velho Shopping, Shopping Praia da Costa e Campinas Shopping.

Na distribuição geográfica do resultado operacional líquido projetado (NOI), São Paulo liderava com 26%, seguido pelo Rio de Janeiro, com 11%, e Ceará, com 9%.

Vendas dos shoppings crescem 14,7% em agosto

Os indicadores operacionais divulgados pelo FII VISC11 mostraram avanço na atividade comercial dos empreendimentos em agosto de 2026.

As vendas totais dos lojistas chegaram a R$ 460,5 milhões, crescimento de 14,7% em relação ao mesmo mês de 2025. Considerando a área comercial, as vendas alcançaram R$ 1.480 por metro quadrado, alta anual de 8,6%.

Na comparação entre lojas presentes nos dois períodos, as vendas aumentaram 2,3%, enquanto os aluguéis das mesmas lojas avançaram 4,6%.

O movimento de veículos também apresentou expansão, com crescimento de 3,3% em relação ao ano anterior.

A ocupação dos shopping centers ficou em 93,9%, praticamente estável diante dos 94% registrados em agosto de 2025.

Outro indicador acompanhado pela gestão foi a inadimplência líquida, que encerrou agosto em 1,8%, após redução de 1,5 ponto percentual na comparação anual.