O fundo imobiliário HSLG11 anunciou uma redução na estimativa de distribuição de rendimentos aos cotistas, apesar de ter recebido R$ 1,57 milhão da Casas Bahia referente a um aluguel em atraso.
A atualização foi divulgada em fato relevante nesta quinta-feira (29), em meio às disputas judiciais envolvendo imóveis ocupados pela varejista.
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A nova projeção de dividendos do HSLG11 passou para uma faixa entre R$ 0,60 e R$ 0,65 por cota, ante a estimativa anterior de R$ 0,74 a R$ 0,76. A alteração começa a valer para os rendimentos referentes a outubro de 2026.
A decisão considera as incertezas sobre os próximos pagamentos da locatária, que se encontra em recuperação judicial, além da continuidade das ações de despejo relacionadas a dois empreendimentos do fundo.
Segundo a gestão, a revisão também busca preservar a liquidez e fortalecer o resultado acumulado do fundo imobiliário HSLG11 enquanto a situação contratual permanece indefinida.
A regularização mais recente ocorreu em 28 de outubro, quando a Casas Bahia efetuou o pagamento referente ao imóvel HSI Log. São José dos Pinhais, localizado no Paraná.
O aluguel de setembro, que deveria ter sido quitado em 7 de outubro, correspondia a R$ 1.429.571,75. Com a inclusão de R$ 142.957,18 em multa por atraso, o montante recebido pelo fundo alcançou R$ 1.572.528,93.
A pendência havia motivado o ajuizamento de uma ação de despejo em 8 de outubro, posteriormente comunicada ao mercado.
O pagamento ocorreu depois do início do processo judicial e, segundo a administração, não atende às condições legais para afastar os efeitos da inadimplência que fundamentou a ação.
HSLG11 mantém ações de despejo em dois imóveis
Além do empreendimento paranaense, o FII HSLG11 também enfrenta uma disputa locatícia envolvendo a Casas Bahia em um galpão situado em Contagem, Minas Gerais.
A varejista já havia realizado o pagamento relativo a esse imóvel. Entretanto, assim como no caso de São José dos Pinhais, a regularização financeira não resultou no encerramento do processo de despejo.
Dessa forma, ambas as ações continuam em andamento, e a administradora e a gestora poderão adotar outras medidas judiciais ou extrajudiciais para proteger os interesses dos cotistas.
A nova faixa de rendimentos do HSLG11 permanecerá como referência até que mudanças relevantes na relação contratual justifiquem outra avaliação. A gestão ressalta que os valores projetados não constituem garantia de pagamento e podem ser modificados conforme a evolução do cenário.
Com isso, o HSLG11 mantém uma postura de maior cautela na distribuição de resultados, mesmo após a recuperação dos valores devidos pela Casas Bahia.