O fundo imobiliário SNEL11 encerrou o pregão em alta de 1,20%, com a cota negociada a R$ 7,62. O fundo esteve entre os destaques positivos da sessão no mercado de fundos imobiliários.

O volume financeiro movimentado pelo FII alcançou R$ 5,85 milhões, indicando um volume expressivo de negociações no período.

Com o resultado, o SNEL11 acompanhou o desempenho positivo de parte dos fundos imobiliários, em uma sessão na qual o IFIX também fechou no campo positivo, com avanço de 0,40%.

SNEL11 detalha aquisição e impacto na capacidade

O SNEL11 passou a atuar em 14 estados, ante 11 anteriormente, com presença adicional em áreas de concessão como Equatorial Maranhão, Equatorial Piauí, Energisa Paraíba e Enel Rio de Janeiro. A distribuição geográfica mais ampla reduz a concentração por região e por distribuidora.

Outro ponto relevante é a condição operacional dos ativos. Conforme os termos divulgados, os 28 empreendimentos estarão conectados e em operação no momento da transferência da titularidade. Com isso, os projetos incorporados passam a integrar imediatamente a carteira em funcionamento, sem período de ramp-up operacional.

Como resultado, a capacidade operacional projetada atinge 259,1 MWp, e a parcela da carteira efetivamente em operação chega a 97,4%. A expansão, portanto, ocorre majoritariamente por meio de ativos já operacionais, em linha com a diretriz de acelerar a geração de caixa sem aguardar obras de implantação.

A operação apresenta uma TIR real projetada de 16,87% ao ano, acrescida da inflação energética, segundo cálculos divulgados pelo fundo. Trata-se de uma projeção baseada em premissas da aquisição, e não de um retorno garantido, ponto que a gestão ressalta nos materiais ao mercado.

FII ganha escala e diversifica a carteira

O novo ciclo de expansão acontece em um período de reforço da estrutura do fundo. No relatório de agosto, foi reportado patrimônio líquido de R$ 1,83 bilhão após a conclusão da quinta emissão, ante R$ 929,5 milhões no mês anterior. A cota de mercado encerrou agosto em R$ 8,26, refletindo as movimentações recentes de captação e alocação.

A compra das 28 usinas materializa a estratégia anunciada após a captação bilionária: converter parte dos recursos levantados em ativos solares operacionais, incrementando escala e diluindo riscos de construção. O redesenho do portfólio amplia a potência, a geração prevista e a diversificação por praças de concessão.