O GGRC11 gerou resultado de R$ 33,25 milhões em setembro de 2026. No período, o fundo distribuiu R$ 0,10 por cota aos investidores, valor que corresponde a um dividend yield mensal de 1,11%, considerando o preço de fechamento de R$ 8,99 no último dia útil do mês.
Em termos anualizados, o rendimento equivale a aproximadamente 13,35%. O fundo também encerrou setembro com uma base de 423.361 cotistas, após registrar a entrada líquida de mais de 12 mil investidores ao longo do mês.
Com esse número, o GGRC11 reúne aproximadamente um em cada oito investidores de fundos imobiliários na B3, segundo dados apresentados pela gestão. A movimentação no mercado secundário também permaneceu elevada: foram negociadas quase 29,7 milhões de cotas, em um volume financeiro de R$ 267,33 milhões.
Outro destaque do período foi a continuidade do programa de recompra de cotas. Em setembro, o fundo adquiriu 317.018 cotas a um preço médio de R$ 9,03, desembolsando aproximadamente R$ 2,86 milhões. A iniciativa busca aproveitar oportunidades de negociação no mercado secundário.
A gestão também avançou na estratégia de reciclagem de ativos, com a expectativa de concluir a venda de um portfólio de dez imóveis por R$ 530 milhões. A operação, anunciada em julho, envolve propriedades logísticas, industriais e híbridas e tem como objetivo gerar ganhos de capital, reorganizar a carteira e ampliar a capacidade de reinvestimento do fundo.
GGRC11: venda de dez imóveis por R$ 530 milhões avança
A alienação do portfólio de dez imóveis foi um dos principais movimentos estratégicos acompanhados pelos investidores durante setembro. A operação, anunciada em julho de 2026, estava em fase avançada de estruturação ao fim do mês, com expectativa de conclusão em outubro, condicionada ao cumprimento das exigências contratuais.
Segundo a gestão, a venda está alinhada à estratégia de reciclagem de ativos, que busca realizar ganhos de capital e otimizar a composição patrimonial do fundo. Os recursos também poderão ampliar a capacidade de investimento em novas oportunidades.
A operação faz parte de um processo mais amplo de gestão ativa do portfólio, que inclui a venda de ativos e a reorganização das posições do fundo. Ao longo de setembro, o GGRC11 também recebeu parcelas referentes à alienação de dois imóveis: R$ 2 milhões pela venda do CD Campinas e aproximadamente R$ 1,31 milhão pelo ativo Covolan.
Aquisição de imóveis e recompra de cotas movimentam o portfólio
Além das vendas, o GGRC11 realizou movimentações financeiras relacionadas à aquisição e à manutenção de seus imóveis. Entre os desembolsos de setembro estão o pagamento de R$ 4 milhões referente à terceira parcela da aquisição do CD Raposo Sanca e o recolhimento de aproximadamente R$ 610 mil em ITBI do CD Queimados.
O fundo também destinou R$ 559,3 mil a obras e melhorias nos ativos da carteira. No campo financeiro, realizou amortizações ordinárias de CRIs no valor total de R$ 2,28 milhões.
Outro movimento relevante envolveu a aquisição de quatro imóveis originalmente pertencentes ao RELG11. O negócio, inicialmente fechado por aproximadamente R$ 133,5 milhões, previa um mecanismo de ajuste de preço limitado a 10% do valor original.
A segunda e última janela de apuração resultou em um complemento de R$ 6,67 milhões, devido ao RECM11, atual titular do crédito após a reorganização e posterior liquidação do RELG11. O pagamento foi dividido em quatro parcelas mensais, corrigidas pela variação de 100% do CDI. A primeira foi quitada em 28 de setembro.
Considerando os valores pagos e a pagar, o custo econômico atualizado da aquisição chega a aproximadamente R$ 147 milhões, em linha com os valores apontados nos laudos de avaliação. Com base nos aluguéis vigentes, o portfólio apresenta cap rate de 9,37% ao ano.
Fundo amplia posições em FIIs estratégicos
Ao final de setembro, o GGRC11 mantinha aproximadamente R$ 560 milhões investidos em fundos imobiliários considerados estratégicos, o equivalente a cerca de 13% dos ativos totais. As posições foram ampliadas com recursos captados na 11ª emissão de cotas.
Segundo a gestão, a estratégia permite acessar portfólios diversificados e oportunidades de investimento potencialmente mais atrativas do que aquelas disponíveis em aquisições diretas de imóveis.
O relatório também destacou a auditoria das demonstrações financeiras do exercício encerrado em 30 de junho de 2026. A PwC emitiu opinião sem ressalvas sobre os documentos, segundo a administração, reforçando a transparência das informações financeiras do fundo.
Além disso, o GGRC11 passou pelo rebalanceamento periódico dos índices FTSE EPRA Nareit Global Emerging e Global Extended, dos quais já faz parte. A gestão informou ainda que, conforme avaliação da LAREAL com data-base de setembro, o fundo atende aos critérios de elegibilidade de outros índices globais, embora uma eventual inclusão dependa dos calendários e procedimentos de revisão aplicáveis.