Os produtores de Mato Grosso já comercializaram antecipadamente 43,73% da soja prevista para a safra 2026/27, o maior percentual para setembro em seis anos, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O avanço das negociações reforça a movimentação financeira em torno da principal commodity agrícola do país e o cenário em que está inserido o SNAG11, Fiagro da Suno Asset.

O índice representa um avanço de 7,65 pontos percentuais em relação ao mesmo período da safra anterior. Na comparação mensal, a comercialização antecipada cresceu 4,61 pontos percentuais, indicando maior ritmo de negociação entre os produtores mato-grossenses.

Além das vendas futuras, Mato Grosso exportou 30,97 milhões de toneladas de soja entre janeiro e setembro de 2026, crescimento de 6,15% na comparação com igual intervalo do ano passado. O volume reforça a relevância do estado no comércio internacional da oleaginosa.

A antecipação das vendas permite que os produtores planejem parte da receita da próxima temporada e organizem compromissos financeiros relacionados ao ciclo agrícola. Entre os fatores que influenciam essas decisões estão as cotações internacionais, o câmbio e os custos de produção.

Nesse contexto, o SNAG11 mantém exposição ao mercado por meio de investimentos em crédito do agronegócio. O fundo participa de uma cadeia que demanda financiamento para custeio, aquisição de insumos e outras atividades necessárias à produção e à comercialização de grãos.

SNAG11 gera R$ 11,5 milhões em julho

O fiagro SNAG11 manteve em julho a distribuição de R$ 0,12 por cota, em linha com a geração de resultados da carteira no período. O resultado mensal somou R$ 0,129 por cota, montante suficiente para sustentar o pagamento aos investidores e, ao mesmo tempo, reforçar a reserva de resultados do fundo.

No total, foram distribuídos R$ 10,73 milhões aos cotistas. A diferença entre o resultado apurado e o valor efetivamente distribuído permitiu acrescentar R$ 0,80 milhão à reserva, que encerrou o mês em R$ 0,103 por cota, ampliando a folga para pagamentos futuros.

A receita distribuível alcançou R$ 12,50 milhões em julho. Após despesas de R$ 0,96 milhão, majoritariamente ligadas a taxas e custos operacionais, o resultado final do período foi de R$ 11,54 milhões, o que garantiu a manutenção do nível de proventos.

Fiagro mantém distribuição e reservas confortáveis

O desempenho mensal ocorreu com a carteira de crédito apresentando inadimplência zerada. A remuneração média dos ativos permaneceu em CDI + 2,66%, enquanto o Yield All In alcançou 17,18%, refletindo o perfil de risco e retorno dos instrumentos alocados.

A continuidade da política de distribuição foi sustentada por resultados recorrentes e pela eficiência na gestão de despesas. A combinação entre geração de caixa, ausência de inadimplência e reservas reforçadas criou um ambiente favorável para a manutenção do patamar atual de proventos.

Base de investidores cresce e caixa recua

O patrimônio líquido atingiu R$ 911,45 milhões ao final de julho. O fundo terminou o mês com R$ 60,37 milhões em caixa, o equivalente a 6,62% do patrimônio líquido, indicando redução gradual da posição de liquidez frente às oportunidades mapeadas.

Segundo a gestão, os recursos provenientes da emissão mais recente vêm sendo alocados de forma gradual em novas operações. A estratégia prioriza ativos que passaram a oferecer condições mais atrativas após a abertura da curva de juros, buscando capturar prêmios ajustados ao risco.