MT concentra 5 dos 10 maiores municípios agrícolas do país; SNFZ11 tem seis fazendas no estado
Segundo a Pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM) 2025, do IBGE, o estado do Mato Grosso concentra cinco dos dez municípios brasileiros com maior valor de produção agrícola. Juntos, Sapezal, Sorriso, Campo Novo do Parecis, Diamantino e Nova Mutum movimentaram R$ 35,8 bilhões em produção agrícola no ano. O destaque do estado reforça a relevância do mercado em que estão inseridas as seis fazendas do SNFZ11, todas localizadas em Mato Grosso.
O ranking nacional é liderado por Sapezal, que registrou R$ 8,59 bilhões em valor de produção em 2025. Sorriso aparece na terceira posição, com R$ 8,16 bilhões, seguido por Campo Novo do Parecis, com R$ 7,87 bilhões. Diamantino e Nova Mutum completam a presença mato-grossense entre os dez maiores, com R$ 5,82 bilhões e R$ 5,39 bilhões, respectivamente.
Ao todo, os dez municípios com maior valor de produção agrícola do país geraram R$ 65,9 bilhões, equivalente a 7,1% de toda a produção agrícola brasileira em 2025.
A concentração no Centro-Oeste também chama atenção: além dos cinco municípios de Mato Grosso, Goiás colocou outras três cidades no ranking, enquanto a Bahia aparece com duas.
O desempenho dos municípios acompanha a dimensão do próprio estado. Mato Grosso alcançou R$ 165,6 bilhões em valor de produção agrícola em 2025, mantendo a liderança nacional.
A soja foi o principal produto agrícola do estado em valor, com R$ 90,3 bilhões, seguida pelo milho, com R$ 38,7 bilhões, e pelo algodão, com R$ 29,9 bilhões.
É nesse ambiente de forte concentração da atividade agrícola que está inserido o SNFZ11. O fundo possui atualmente seis fazendas, com 3.160 hectares, distribuídas pelos municípios de Gaúcha do Norte, Nova Lacerda e Paranatinga, todos em Mato Grosso.
Fazendas do SNFZ11 estão em regiões ligadas ao agronegócio mato-grossense
A exposição do fundo ao estado foi ampliada ao longo de 2026 com a incorporação das fazendas Panteão, Berrante e Guaraipós. As novas propriedades ficam em Gaúcha do Norte e Nova Lacerda e se juntaram às fazendas Coliseu, Xavante e Triângulo da Gaúcha, ampliando a carteira para seis propriedades rurais.
A expansão levou a área total das fazendas do SNFZ11 a 3.160 hectares, dos quais 1.060 hectares são irrigados. Os imóveis estão arrendados à Jequitibá Agro, mantendo a estratégia de aquisição de terras produtivas seguida de geração de receita por meio dos contratos de arrendamento.
A relevância de Mato Grosso para a agricultura brasileira também aparece na dimensão econômica da soja. Em 2025, o estado gerou R$ 90,34 bilhões com a oleaginosa, enquanto o valor total da produção agrícola mato-grossense chegou a R$ 165,6 bilhões. A soja, portanto, representa uma parcela significativa da atividade agrícola que sustenta o mercado de terras da região.
Para o SNFZ11, a conexão com esse mercado ocorre por meio da propriedade direta de terras agrícolas. A estratégia do fundo combina a exposição à valorização de propriedades rurais com a geração de receita recorrente dos arrendamentos, enquanto a carteira também conta com três CRAs como complemento à exposição imobiliária.
A concentração das maiores economias agrícolas do país em Mato Grosso ajuda a dimensionar o mercado no qual estão inseridos os ativos do fundo.
SNFZ11 apresenta dividendos de setembro com yield de 1,09%
O fiagro SNFZ11 anunciou a distribuição de R$ 0,10 por cota em rendimentos aos investidores. O pagamento será realizado em 25 de setembro de 2026, com data-base em 15 de setembro.
Com base no fechamento da cota em R$ 9,16 em agosto, o novo rendimento equivale a um dividend yield de 1,09%.
Vale ressaltar que os proventos do SNFZ11 são isentos de Imposto de Renda para pessoa física.