KNIP11 paga R$ 0,65 por cota; carteira de CRIs tem taxa de IPCA + 10,34%

KNIP11 paga R$ 0,65 por cota; carteira de CRIs tem taxa de IPCA + 10,34%
KNIP11 paga R$ 0,65 por cota; carteira de CRIs tem taxa de IPCA + 10,34% (Foto: Pexels/Pixabay/Steve)

O KNIP11 (Kinea Índices de Preços – Fundo de Investimento Imobiliário) anunciou a distribuição de R$ 0,65 por cota em dividendos referentes a agosto. O fundo encerrou o período com patrimônio líquido de R$ 7,48 bilhões, enquanto sua carteira de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) apresentava taxa média, considerando a marcação a mercado (MTM), de IPCA+10,34% ao ano.

A distribuição dos rendimentos estava prevista para 14 de setembro. Segundo a gestão, os R$ 0,65 por cota correspondem a uma rentabilidade mensal de 0,63%, considerando a cota média de ingresso de R$ 102,96 utilizada pelo fundo imobiliário em seus cálculos. Para pessoas físicas que atendem aos requisitos legais de isenção, os rendimentos são isentos de Imposto de Renda.

O valor distribuído representa uma redução em relação ao mês anterior. Em julho, o KNIP11 havia gerado R$ 0,96 por cota e distribuído R$ 0,95. Em agosto, o resultado gerado caiu para R$ 0,63 por cota, enquanto a distribuição ficou em R$ 0,65.

Quer conferir notícias de finanças em tempo real, direto do seu WhatsApp, de maneira gratuita? Clique e confira a nova comunidade de notícias da Status Invest.  

Por que o rendimento do KNIP11 caiu?

A explicação apresentada pela gestão passa pela própria composição da carteira. O KNIP11 investe predominantemente em ativos de renda fixa de natureza imobiliária indexados à inflação, especialmente CRIs. Por isso, as variações do IPCA incorporadas aos papéis influenciam os resultados do fundo.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/Banner-Materias-01-Dkp_-1420x240-1.png

De acordo com a gestão, os CRIs atrelados à inflação presentes na carteira refletem, aproximadamente, as variações do IPCA referentes aos dois meses anteriores à apuração dos resultados. Assim, o resultado de agosto refletiu aproximadamente os IPCAs de junho, de 0,16%, e julho, de 0,07%.

Segundo o relatório, esses níveis ficaram abaixo dos registrados nas janelas recentes e contribuíram para a redução dos rendimentos do fundo.

A trajetória recente das distribuições mostra essa mudança. O KNIP11 distribuiu R$ 1,12 por cota referente a junho, reduziu o pagamento para R$ 0,95 referente a julho e chegou a R$ 0,65 por cota referente a agosto.

Papéis remunerados por IPCA mais uma taxa prefixada combinam a atualização pela inflação com uma taxa adicional. No caso do KNIP11, a gestão destaca que a variação do indexador é incorporada com defasagem aos resultados dos CRIs atrelados à inflação.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/DT-PS-HOME-DE-ARTIGOS-1420x240-ID_01_x1.jpg

Carteira de CRIs tem taxa MTM de IPCA+10,34% ao ano

No encerramento de agosto, 94,2% do patrimônio do KNIP11 estava alocado em ativos-alvo. A carteira de CRIs apresentava taxa média, pela marcação a mercado (MTM), de IPCA + 10,34% ao ano e duration de quatro anos. O relatório gerencial também aponta taxa média de aquisição de 7,08% para essa parcela da carteira.

O fundo realizou novos investimentos durante agosto. No total, foram R$ 77,6 milhões em duas operações de CRI. Desse montante, R$ 58 milhões foram destinados ao XP Log Prime Yield, à taxa de IPCA+9,44% ao ano, e R$ 19,6 milhões ao Galleria – 154 – Sênior, a IPCA+9% ao ano.

O CRI XP Log Prime Yield é lastreado na aquisição de dois galpões logísticos localizados em Brasília e Contagem. Já a operação Galleria – 154 – Sênior é baseada em uma carteira de recebíveis de empréstimos garantidos por imóveis residenciais, modalidade conhecida como home equity.

KNIP11 termina agosto negociado abaixo do valor patrimonial

Outro dado do relatório é a diferença entre a cotação do FII e seu valor patrimonial. A cota patrimonial do KNIP11 terminou agosto em R$ 93,38, enquanto a cota de mercado encerrou o período em R$ 91,29.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/1180x300-1.jpg

A diferença corresponde a um desconto de aproximadamente 2,2% da cotação em relação ao valor patrimonial, cálculo realizado a partir dos números informados pelo fundo.

O relatório também mostra que o KNIP11 terminou agosto com 72.683 cotistas. No mês, foram negociados R$ 174,46 milhões em cotas do fundo, o equivalente a uma média diária de aproximadamente R$ 8,31 milhões.

Na divisão setorial da carteira, shopping centers tinham a maior participação, com 33%, seguidos pelo segmento logístico, com 25,4%. Escritórios representavam 18,6%, residencial pulverizado tinha 11,6%, residencial somava 6% e outros segmentos respondiam por 5,4%.

Assim, o relatório de agosto do KNIP11 mostra uma redução dos dividendos para R$ 0,65 por cota em um período de menores variações do IPCA incorporadas aos resultados dos CRIs atrelados à inflação. Ao fim do mês, o fundo mantinha 94,2% do patrimônio alocado em ativos-alvo, enquanto sua carteira de CRIs apresentava taxa média MTM de IPCA + 10,34% ao ano.

Quer conferir notícias de finanças em tempo real, direto do seu WhatsApp, de maneira gratuita? Clique e confira a nova comunidade de notícias da Status Invest.  

Você investe bem em fiis? Um consultor Suno pode te mostrar caminhos que talvez você não conheça.
foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

notícias relacionadas últimas notícias