KNCR11, VRTA11, ALZC11 e CCME11 são destaques do Bom Dia FIIs (28/9)

KNCR11, VRTA11, ALZC11 e CCME11 são destaques do Bom Dia FIIs (28/9)
KNCR11, VRTA11, ALZC11 e CCME11 são destaques do Bom Dia FIIs (28/9) (Foto: Pexels)

Os fundos imobiliários KNCR11, VRTA11, ALZC11 e CCME11 são os destaques do Bom Dia FIIs desta segunda-feira (28). Na sexta-feira (25), o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão em  3.741,57 pontos, com alta de 0,48%, equivalente a um avanço de 17,99 pontos em relação ao fechamento anterior, de 3.723,58 pontos.

Na comparação semanal, o IFIX terminou abaixo dos 3.750,27 pontos registrados na sexta-feira anterior, dia 18. Entre os dois fechamentos, o índice perdeu 8,70 pontos, o equivalente a uma queda de 0,23%.

Entre os FIIs com maior volume de negociação no pregão, o MXRF11 liderou, com 1,88 milhão de cotas negociadas e alta de 0,78%. Na sequência, apareceram o GGRC11, com 1,23 milhão de cotas e avanço de 0,45%; e o CPTS11, com 1,18 milhão de cotas negociadas e alta de 0,54%.

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KNCR11 aprova oferta que pode movimentar quase R$ 2,5 bilhões

VRTA11 rende 124% do CDI em agosto e projeta dividendos de até R$ 0,95 por cota
ALZC11 cresce 40% após nova emissão e busca ativos com maior retorno
CCME11 sinaliza guidance de dividendos e investe R$ 72,4 mi em CRIs

Confira os destaques do mercado de fundos imobiliários:

KNCR11 aprova oferta que pode movimentar quase R$ 2,5 bilhões

Os cotistas do KNCR11 aprovaram a realização da 13ª emissão de cotas do fundo, que poderá colocar no mercado até 24.387.865 novas cotas. O preço inicial é de R$ 102,51 por cota, o que representa um volume potencial de cerca de R$ 2,5 bilhões, sem considerar o lote adicional.

A decisão foi tomada em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 24 de setembro. Participaram da votação investidores que representavam 1,57% das cotas emitidas e em circulação do fundo, e a proposta recebeu votos favoráveis equivalentes a 1,27% das cotas. A oferta será destinada a investidores em geral e poderá ser estruturada em até duas séries, com distribuição sob o regime de melhores esforços e dependente do registro na Comissão de Valores Mobiliários, pelo rito automático da Resolução CVM 160.

O Itaú BBA será o coordenador líder da operação do KNCR11. Além das 24,39 milhões de cotas iniciais, a emissão poderá contar com um lote adicional de até 25%, o que permitiria emitir outras 6.096.966 cotas, e admite distribuição parcial, desde que colocadas pelo menos 292.654 novas cotas.

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VRTA11 rende 124% do CDI em agosto e projeta dividendos de até R$ 0,95 por cota

O VRTA11 distribuiu R$ 0,85 por cota em agosto, o equivalente a um dividend yield mensal de 1,15% e a um rendimento de aproximadamente 124% do CDI, considerando o gross up de 15%. No total, o fundo distribuiu R$ 13,25 milhões aos investidores no mês.

O resultado veio em um momento de atenção para os fundos de recebíveis imobiliários, diante da variação negativa do IPCA em julho e agosto. Ainda assim, a gestão pretende manter uma distribuição mais estável, utilizando, quando necessário, parte da reserva acumulada. O FII tem reserva de R$ 1,26 por cota, que pode ser usada para fazer frente a obrigações futuras e complementar os dividendos mensais.

Para o segundo semestre de 2026, a gestão mantém a expectativa de distribuir entre R$ 0,85 e R$ 0,95 por cota, tendo R$ 0,85 como referência para o cenário-base. O VRTA11 encerrou agosto com R$ 38,5 milhões em caixa, equivalente a 2,9% do patrimônio líquido. Os recursos serão destinados ao pagamento dos dividendos e a novas oportunidades de investimento em CRIs.

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ALZC11 cresce 40% após nova emissão e busca ativos com maior retorno

O ALZC11 concluiu a 4ª emissão de cotas, com uma captação de aproximadamente R$ 82,9 milhões, conforme anúncio de encerramento divulgado em 16 de setembro. Com os recursos, o patrimônio líquido do fundo passou para cerca de R$ 249,7 milhões, uma expansão de aproximadamente 40%.

A oferta foi destinada a investidores profissionais, que puderam integralizar as novas cotas tanto com recursos financeiros quanto com CRIs e cotas de outros FIIs aprovados pela gestão. Parte dos ativos foi aportada no último dia de agosto, contribuindo para a composição da carteira ao fim do mês.

Em agosto, 72% do portfólio do ALZC11 estava alocado em CRIs, distribuídos em 23 operações. A participação média de cada operação era de 3,1%, indicando uma carteira pulverizada entre diferentes ativos de crédito imobiliário. Em setembro, o fundo vendeu parte de sua posição em FIIs e direcionou os recursos para novos CRIs. Com o movimento, o ALZC11 atingiu o percentual mínimo de 75% de alocação em CRIs exigido pelo regulamento.

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CCME11 sinaliza guidance de dividendos e investe R$ 72,4 mi em CRIs

O CCME11 anunciou uma estimativa de distribuição de rendimentos entre outubro e dezembro de 2026 na faixa de R$ 0,084 a R$ 0,088 por cota. O cenário-base da gestão considera a manutenção do pagamento de R$ 0,086 por cota, mesmo diante dos efeitos da menor inflação sobre parte da carteira de crédito. Em 16 de setembro, o fundo distribuiu R$ 0,086 por cota aos investidores. Já o resultado de agosto foi de R$ 4,7 milhões, equivalente a R$ 0,069 por cota, segundo o relatório gerencial.

De acordo com a gestão, o resultado foi impactado principalmente pelo menor IPCA observado nos meses de julho e agosto, que reduziu as receitas dos CRIs atrelados à inflação. Ainda assim, o fundo afirma que o guidance para os próximos meses é compatível com as receitas recorrentes esperadas e não depende de ganhos não recorrentes.

Além disso, o CCME11 mantém uma reserva acumulada de R$ 7 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 0,10 por cota, que ainda não foi distribuída aos investidores. A reserva funciona como uma margem para a política de distribuição do fundo diante de oscilações no resultado.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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