Os fundos imobiliários XPML11, ALZR11, VRTA11 e AZIN11 são os destaques do Bom Dia FIIs desta quarta-feira (21). Na terça-feira (20), o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão em 3.976,17 pontos, com alta de 0,49%, equivalente a um avanço de 19,33 pontos em relação ao fechamento anterior, de 3.956,84 pontos.
Entre os fundos imobiliários mais negociados do dia, o MXRF11 liderou em volume, com 1,71 milhão de cotas negociadas e valorização de 0,85%. Na sequência, o BBIG11 registrou 1,63 milhão de cotas e alta de 0,52%, enquanto o GGRC11 movimentou 1,57 milhão de cotas, com avanço de 0,54%. O SNEL11 teve 932,95 mil cotas negociadas e subiu 0,50%, enquanto o MCRE11 registrou volume de 782,91 mil cotas e valorização de 3,61%.
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XPML11: como funciona o FII de shopping centers e seus dividendos
ALZR11 registra resultado de R$ 13,5 mi e supera 210 mil cotistas
Desconto do VRTA11: como o preço da cota muda o retorno da carteira
AZIN11 rende 138% do CDI e mantém desempenho estável
Confira os destaques do mercado de fundos imobiliários:
XPML11: como funciona o FII de shopping centers e seus dividendos
O fundo imobiliário XPML11 é voltado ao segmento de shopping centers e reúne participações em empreendimentos comerciais espalhados por diferentes regiões do Brasil. Com gestão ativa, o fundo busca gerar renda pela exploração imobiliária desses ativos e também pode realizar operações de compra e venda de participações.
Pelos dados da plataforma Status Invest, o FII XPML11 tem patrimônio de aproximadamente R$ 7,08 bilhões e valor patrimonial de R$ 110,11 por cota. O indicador P/VP está em 0,96, e o valor de mercado do fundo é de cerca de R$ 6,78 bilhões.
A base de investidores passa de 733 mil cotistas, com liquidez média diária de R$ 23,43 milhões. A participação no IFIX, índice de referência dos fundos imobiliários na B3, é de 4,321%. Nos rendimentos, a média mensal distribuída nos últimos 24 meses é de R$ 0,92 por cota, conforme os indicadores da Status Invest. Constituído em 2017, o XPML11 é um fundo imobiliário de tijolo, classificado na categoria de renda, com gestão ativa e foco em shopping centers.
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ALZR11 registra resultado de R$ 13,5 mi e supera 210 mil cotistas
O fundo imobiliário ALZR11 registrou um resultado caixa de R$ 13,499 milhões em setembro de 2026. No período, a gestão manteve a distribuição de rendimentos em R$ 0,084 por cota, com pagamento previsto para 23 de outubro aos investidores posicionados no fundo em 16 de outubro.
Do resultado caixa por cota de R$ 0,0821 registrado no mês, R$ 0,0793 corresponderam ao resultado recorrente, enquanto R$ 0,0028 vieram de efeitos extraordinários relacionados à venda dos imóveis Santillana e IPG.
A receita imobiliária retornou ao patamar recorrente em setembro, após ter sido impactada por eventos pontuais nos meses anteriores. Em julho, houve o repasse duplicado de rendimentos do fundo Alianza Digital e, em agosto, o recebimento de multas e juros relativos a aluguéis pagos em atraso. Durante setembro, também foram aplicados reajustes de aluguel nos ativos Pueri Domus, DuPont e no restaurante Arturito, localizado no empreendimento Oscar Freire Office. Os contratos foram corrigidos pelo IPCA acumulado em 12 meses.
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Desconto do VRTA11: como o preço da cota muda o retorno da carteira
O VRTA11 segue negociado abaixo do valor patrimonial na B3. Nesta segunda-feira (19), a cota foi negociada a R$ 76,15, o que mantém o desconto em relação ao valor patrimonial por cota de R$ 83,62, informado no último relatório gerencial. No fechamento de agosto, com a cota a R$ 73,62, o desconto do VRTA11 era de 12%, e o P/VP (preço sobre valor patrimonial) estava em 0,88 vez, segundo a gestora.
Na prática, o mercado pagava R$ 0,88 por cada R$ 1,00 de ativos registrados no patrimônio do fundo. O valor patrimonial reflete a marcação a mercado da carteira, formada por 71 CRIs, cotas de nove FIIs e caixa. Já a cotação resulta da oferta e da demanda na bolsa.
Quando a cota negocia abaixo do patrimonial, quem compra passa a ter exposição aos mesmos ativos pagando menos por eles. Por isso, o retorno implícito, calculado sobre o preço pago, fica acima da taxa média da carteira. O relatório também mostra a diferença pelo outro ângulo: a cota patrimonial está 13,6% acima da cota de mercado.
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AZIN11 rende 138% do CDI e mantém desempenho estável
O fundo AZIN11 encerrou setembro com desempenho estável, apesar das turbulências no mercado de debêntures incentivadas. Segundo o relatório gerencial, o retorno do fundo em relação ao patrimônio líquido (PL) correspondeu a 138% do CDI no período, enquanto o resultado acumulado desde o início das operações alcançou 166% do indicador.
No mês, o mercado de debêntures incentivadas enfrentou uma onda de resgates em fundos isentos, que somaram R$ 17 bilhões. O movimento pressionou os gestores a vender títulos no mercado secundário e provocou uma abertura dos spreads de crédito, elevando o custo de captação para novas emissões de infraestrutura.
De acordo com o relatório, o spread dos papéis passou de 0,38% para 0,62% acima dos títulos públicos. Com o aumento dos custos, novas emissões de debêntures de infraestrutura foram prejudicadas. Nesse cenário, o índice IDA-IPCA Infraestrutura acumulou valorização de 3,97% em 2026 até setembro, abaixo do CDI, com retorno de 10,56%, e do IMA-B, que avançou 9,97%.
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