HGCR11 paga R$ 1 por cota e gestão indica potencial de elevar dividendos
O fundo imobiliário HGCR11 (Pátria Recebíveis Imobiliários FII) anunciou a distribuição de R$ 1,00 por cota referente a agosto de 2026. A gestão prevê a manutenção desse nível de distribuição no terceiro trimestre e aponta potencial de novo incremento no quarto trimestre deste ano.
O pagamento de R$ 1,00 por cota ocorreu mesmo com o fundo imobiliário registrando resultado distribuível de R$ 0,89 por cota no mês. Segundo o relatório gerencial, o resultado de agosto foi impactado principalmente pela desaceleração recente da inflação.
A diferença entre o resultado do mês e o rendimento distribuído foi acompanhada por uma redução da reserva acumulada. O saldo passou de R$ 0,69 por cota em julho para R$ 0,58 por cota ao final de agosto. Somado ao saldo de inflação acruada, de R$ 1,58 por cota, o HGCR11 encerrou o período com R$ 2,16 por cota nesses dois componentes.
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Dividendos permanecem em R$ 1
A distribuição de R$ 1,00 por cota em agosto manteve o mesmo patamar observado em julho. O histórico apresentado pelo próprio fundo mostra pagamentos de R$ 0,95 por cota entre janeiro e junho de 2026, seguidos por R$ 1,00 em julho e agosto.
Nos últimos 12 meses, a média de distribuição ficou em R$ 0,98 por cota. Para o terceiro trimestre de 2026, o relatório apresenta guidance de R$ 1,00 por cota.
A gestora prevê manter o atual nível de distribuição durante o trimestre e aponta “potencial de novo incremento” no quarto trimestre. O relatório, porém, não estabelece qual seria o novo valor nem garante que a elevação ocorrerá.
A distribuição referente a agosto foi paga aos cotistas em 15 de setembro.
HGCR11 aumenta exposição ao CDI
Ao mesmo tempo, a gestão promoveu mudanças na carteira do fundo. Em agosto, o HGCR11 movimentou aproximadamente R$ 35,2 milhões em três posições indexadas ao CDI, considerando dois aumentos de exposição e a montagem de uma nova posição.
Desse montante, R$ 20,6 milhões foram destinados ao aumento da posição no CRI Iguatemi Fortaleza Mez, remunerado a CDI mais 1,5% ao ano. Outros R$ 9,2 milhões foram aplicados no aumento da exposição ao CRI Natural One, a CDI mais 2,2% ao ano. O fundo também montou uma nova posição de R$ 5,4 milhões no CRI Brookfield PDC, com taxa de CDI mais 2% ao ano.
Segundo a gestão, essas movimentações refletem a estratégia de aumentar a alocação em operações indexadas ao CDI, visando ao aumento do carrego da carteira. O fundo informou que espera continuar nos próximos meses o movimento de maior exposição a operações indexadas ao CDI ou prefixadas.
Entre os CRIs e as operações estruturadas, 81,1% estavam indexados ao IPCA, com remuneração média de IPCA mais 10% ao ano. Outros 16,5% estavam ligados ao CDI, com taxa média de CDI mais 2,8% ao ano. As operações prefixadas representavam 2,3%, enquanto 0,1% estava vinculado ao IGP-M.
Carteira está 99,2% alocada
O HGCR11 encerrou agosto com 99,2% do patrimônio líquido alocado. Os CRIs e as operações estruturadas correspondiam a 90,8% do patrimônio e apresentavam rentabilidade média ponderada de 16,6% ao ano, equivalente, segundo o relatório, a IPCA mais 10,1% ao ano. O prazo médio era de 3,6 anos.
A carteira possuía 44 CRIs e quatro operações estruturadas. Além dos ativos de crédito, 8,3% do patrimônio estava investido estrategicamente em outros fundos imobiliários.
Ao final do período, o patrimônio líquido do fundo alcançava R$ 1,508 bilhão, equivalente a R$ 97,84 por cota. Já o valor de mercado era de aproximadamente R$ 1,469 bilhão, com cotação de R$ 95,30 por cota e relação preço sobre valor patrimonial (P/VP) de 0,97. O HGCR11 contabilizava 100.820 cotistas e registrou volume médio diário de negociação de R$ 3,5 milhões no mês.
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