O FII Max Retail (MAXR11) vem sofrendo com a inadimplência de um dos principais inquilinos, a Americanas (AMER3). Desde o início da crise da lojista, o MAXR11 caiu mais de 8% no IFIX, o principal índice de fundos imobiliários da Bolsa.

A lojista entrou com pedido de recuperação judicial em janeiro último. Desde então, a varejista não está pagando seus aluguéis, segundo dados divulgados no último relatório gerencial do MAXR11.

A Americanas está devendo os aluguéis referentes a dezembro de 2022, janeiro, fevereiro e março de 2023, somando um valor próximo dos R$ 514 mil.

Como os valores entraram no escopo da recuperação judicial, o Max Retail registrou queda nas distribuições de dezembro de R$ 0,44 por cota.

Com relação ao valor de fevereiro, a gestora aguarda o parecer final do Judiciário sobre o início da RJ para conhecer o valor total inadimplente e tomar as medidas cabíveis.

Com a recuperação judicial, a Americanas tem proteção da Justiça e suas unidades não podem ser despejadas.

A gestão do fundo já contratou um escritório de advocacia para representar os seus interesses e dos cotistas do MAXR11 com relação à recuperação judicial das Lojas Americanas.

O MAXR11 é um fundo de tijolo que tem em carteira uma ocupação de 97,2% de seus empreendimentos.

A carteira do FII conta com 64% dos imóveis locados. Além disso, 33% estão em caráter de comodato e 3% vagos.

Mais de 61% dos seus empreendimentos estão locados para lojas de departamento, e uma parte relevante deste total está com as Lojas Americanas.

Com relação ao valor faturado pelo FII MAXR11 referente a janeiro, a empresa tinha um potencial de ganho de R$ 974.932,53, mas acabou faturando R$ 688.970,53 - os demais R$ 285.962,00 ficaram inadimplentes, provavelmente em função dos problemas financeiros das Lojas Americanas.