O fundo imobiliário CPTS11 encerrou setembro de 2026 com resultado de R$ 19,50 milhões, equivalente a R$ 0,054 por cota. O desempenho representou uma queda em relação a agosto, quando o fundo havia registrado R$ 43,76 milhões, ou R$ 0,120 por cota.
Apesar da retração, a distribuição de rendimentos foi mantida em R$ 0,09 por cota. Ao todo, o fundo destinou R$ 32,72 milhões aos investidores, com pagamento realizado em 22 de outubro de 2026, referente aos resultados de setembro.
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Considerando o preço de fechamento de R$ 7,53 no último pregão daquele mês, os dividendos do CPTS11 corresponderam a um dividend yield mensal de aproximadamente 1,20%, equivalente a 15,32% em termos anualizados.
Já o retorno acumulado em dividendos nos 12 meses anteriores alcançou 14,34%.
O relatório gerencial mostrou que as receitas de setembro somaram R$ 32,01 milhões, enquanto as despesas totalizaram R$ 12,51 milhões.
A maior parcela dos recursos recebidos veio dos rendimentos de outros fundos imobiliários, responsáveis por R$ 18,55 milhões. Os ganhos de capital com FIIs acrescentaram R$ 9,92 milhões, enquanto os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) contribuíram com R$ 3,44 milhões em rendimentos.
No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, o fundo imobiliário CPTS11 apurou receitas de R$ 400,45 milhões e resultado de R$ 288,69 milhões. As distribuições realizadas no mesmo intervalo alcançaram R$ 291,23 milhões.
Gestão do CPTS11 projeta dividendos
Para os meses seguintes, a administração apresentou três cenários de distribuição, considerando as condições de mercado avaliadas no relatório de setembro.
A estimativa central prevê a manutenção dos pagamentos próximos de R$ 0,09 por cota.
Em um cenário mais favorável, os rendimentos poderiam alcançar R$ 0,10 por cota, correspondentes a um dividend yield anualizado de 17,15%.
Já a projeção conservadora considera distribuições de R$ 0,08 por cota, com rendimento anualizado estimado em 13,52%.
Os valores representam expectativas da gestão e estão sujeitos a mudanças, não constituindo garantia de pagamentos futuros.
CPTS11 mantém 91 FIIs e 12 CRIs na carteira
A composição patrimonial apresentada no relatório de setembro mostra que o CPTS11 possuía investimentos em 91 fundos imobiliários e 12 operações de crédito imobiliário.
Os FIIs representavam 69,8% dos ativos, enquanto os CRIs respondiam por 23,8%. As operações de carrego correspondiam a 6,1%, e os recursos disponíveis em liquidez somavam 0,3%.
Dentro da carteira de fundos imobiliários, 83% dos investimentos estavam direcionados a FIIs de tijolo, com os 17% restantes aplicados em fundos de papel.
Os shopping centers concentravam a maior exposição, com 27,4% dessa carteira, seguidos pelos segmentos de renda urbana, com 17,6%, fundos de fundos, com 14,7%, e logística, com 11,9%.
Na parcela de crédito, todos os recebíveis estavam indexados ao IPCA. A taxa média de aquisição era de IPCA mais 6,37% ao ano, enquanto a remuneração considerada na marcação a mercado alcançava IPCA mais 8,10%.
A gestão informou ainda que 100% dos CRIs estavam adimplentes em setembro, sem operações classificadas como estressadas.
Liquidação de CRI permite reduzir operações compromissadas
Uma das principais movimentações posteriores ao encerramento de setembro ocorreu em 15 de outubro de 2026, quando o FII CPTS11 recebeu R$ 160,4 milhões pela liquidação antecipada do CRI Faria Lima Plaza, vinculado ao V2 Prime Properties.
Desse montante, R$ 159,8 milhões corresponderam à amortização do saldo devedor, enquanto aproximadamente R$ 700 mil foram referentes a juros.
A quitação encerrou a exposição do fundo ao devedor, que representava 4,3% dos ativos na posição de setembro.
Parte dos recursos recebidos foi utilizada para diminuir as obrigações financeiras do portfólio. Ao todo, R$ 110,2 milhões foram direcionados à liquidação de operações compromissadas.
Com isso, o volume dessas operações passou de 20,5% do patrimônio líquido, em 30 de setembro, para 16,8% em 15 de outubro, uma redução de 3,7 pontos percentuais.
A estratégia da gestão prevê a continuidade desse movimento de desalavancagem, utilizando recursos provenientes de amortizações de CRIs e de eventuais alienações de cotas de outros fundos imobiliários.
Além dessa operação, setembro também foi marcado por compras definitivas de aproximadamente R$ 954 mil em três CRIs, realizadas a uma taxa média de aquisição de IPCA mais 10,46% ao ano.
Com essas movimentações, o CPTS11 mantém sua estratégia de diversificação entre fundos imobiliários e crédito, enquanto busca reduzir gradualmente sua exposição às operações compromissadas.