IRIM11 divulga maior lucro em 4 meses e paga dividendos de 1,22%

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Imóveis. Foto: Pixabay

O fundo imobiliário IRIM11 apurou resultado caixa de R$ 31,78 milhões em agosto de 2026, o maior desde abril, quando o montante havia alcançado R$ 51,92 milhões. Segundo o relatório gerencial mais recente, o resultado distribuível do mês correspondeu a R$ 0,90 por cota.

As receitas com ativos chegaram a R$ 33,84 milhões no período. Desse total, R$ 29,27 milhões vieram dos CRIs, sendo R$ 16,03 milhões em juros, R$ 6,50 milhões em correção monetária e R$ 7,58 milhões em negociações, enquanto a carteira de FIIs gerou R$ 3,95 milhões.

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Mesmo com o resultado de R$ 0,90 por cota, o fundo distribuiu R$ 0,75 por cota referentes a agosto. Sobre a cotação de fechamento de R$ 61,28, os rendimentos do IRIM11 representaram um dividend yield mensal de 1,22%. Os proventos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas dentro das condições da legislação.

A reserva por trás da distribuição do IRIM11

A diferença entre o resultado gerado e os dividendos pagos foi mantida parcialmente em reserva. Segundo a gestão, a estratégia busca dar mais estabilidade às distribuições diante do impacto das leituras mais baixas do IPCA sobre a carteira de CRIs. Ao fim de agosto, o fundo imobiliário IRIM11 acumulava R$ 0,46 por cota em reserva de resultados.

A gestão estima que o efeito da inflação mais baixa ainda poderá pressionar os números por cerca de dois meses, devido à defasagem com que o indexador chega aos ativos. O fundo lembra ainda que pelo menos 95% do resultado caixa acumulado no semestre deverá ser distribuído aos cotistas até o encerramento do período.

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A ampliação da carteira de CRIs do IRIM11

O FII IRIM11 encerrou agosto com 79,2% do patrimônio em CRIs, ante 19,1% em fundos imobiliários, com outros ativos e caixa em 1,5% cada. Na carteira de crédito, o IPCA seguia como principal indexador, respondendo por 69,4% do patrimônio, com CRIs Cashme 152, Mooca Plaza Shopping, BTLA Mercado Livre, Shopping Pantanal e Evolua entre as maiores exposições.

Durante agosto, o fundo fez novas integralizações no mercado primário decorrentes de compromissos anteriores. O CRI Cashme 152 recebeu um incremento de cerca de 2,6% do patrimônio, a IPCA + 10% ao ano, houve a aquisição do CRI LBA Série Sênior, com 0,42% do patrimônio a CDI + 3% ao ano, e o aumento da posição no CRI Lotes&Cia.

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Outra movimentação foi o encerramento das posições nos CRIs Maison e Dasa, este ligado à integralização de capital no MGRI11, fundo monoativo dono de um imóvel anexo ao Hospital da Bahia e locado à Dasa até 2031, que passou a representar 2,54% do patrimônio.

A reciclagem de FIIs e os créditos monitorados no IRIM11

Na carteira de fundos, que somava 21,6% do patrimônio, as maiores posições do fundo IRIM11 eram BTLG11, com 4,31%, RBHY11, com 2,59%, MGRI11, com 2,54%, e GD IVI A, com 2,10%. A gestão informou que segue com a reciclagem desses ativos, em ritmo mais moderado diante da queda dos preços do segmento nos meses anteriores.

Entre os créditos monitorados, o fundo destacou a continuidade da reestruturação do CRI Manara, com o recebimento em agosto da última SPE, correspondente a um terreno em Limeira. A estratégia de monetização dos terrenos das SPEs também avançou, com a assinatura de contratos de permuta financeira para três SPEs, e dois terrenos entraram na etapa de estudos e aprovações de empreendimentos previstos para os próximos dois anos no IRIM11.

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