O fundo imobiliário MXRF11 apurou resultado financeiro de R$ 56,37 milhões em setembro de 2026, o equivalente a aproximadamente R$ 0,099 por cota. No mesmo período, o fundo distribuiu R$ 56,72 milhões aos investidores, mantendo o pagamento de R$ 0,10 por cota.

A remuneração, creditada em 15 de outubro aos cotistas que possuíam cotas até 30 de setembro, representou um dividend yield mensal de 1,09%, considerando o preço de R$ 9,17 registrado no encerramento de setembro.

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Em termos anualizados, o rendimento do MXRF11 correspondeu a 13,90%. A gestão também informou que a distribuição equivaleu a 100,73% do CDI líquido de impostos no mês, percentual que alcança 118,51% quando considerado o ajuste tributário de 15%.

O desempenho de setembro foi sustentado principalmente pela carteira de crédito imobiliário. Dos R$ 60,35 milhões em receitas, R$ 39,51 milhões tiveram origem nos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).

As permutas financeiras contribuíram com R$ 11,34 milhões, enquanto as posições em outros fundos imobiliários geraram R$ 6,77 milhões. As aplicações em renda fixa e Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) acrescentaram R$ 2,73 milhões.

Após o reconhecimento de R$ 3,98 milhões em despesas operacionais, o fundo imobiliário MXRF11 encerrou o mês com o resultado líquido informado.

Entre janeiro e setembro, o resultado financeiro acumulado atingiu R$ 427,52 milhões. Nesse intervalo, as receitas somaram R$ 460,29 milhões, diante de despesas de R$ 32,77 milhões.

Os rendimentos pagos aos investidores nos nove primeiros meses do ano alcançaram R$ 433,78 milhões. Ao final de setembro, o fundo também mantinha aproximadamente R$ 12 milhões em reserva acumulada de correção monetária, correspondentes a R$ 0,0212 por cota.

MXRF11 direciona 75% da carteira para crédito imobiliário

A composição dos investimentos do MXRF11 em setembro mostra que os CRIs continuavam sendo a principal classe de ativos do portfólio, com participação de 75%.

As cotas de outros FIIs representavam 13,4% dos recursos, enquanto as permutas financeiras respondiam por 5,9%. O caixa correspondia aos 5,7% restantes.

Na carteira de crédito, o loan-to-value (LTV) médio estava em 59%. O indicador expressa a relação entre o valor financiado e as garantias associadas às operações.

Durante setembro, a gestão reforçou posições em três títulos já presentes no portfólio. O maior aporte adicional ocorreu no CRI Cyrela | Guerini, com R$ 41 milhões, seguido pelo CRI Mateus TRX VI, que recebeu R$ 16 milhões, e pelo CRI Mateus Ilhéus, com R$ 4 milhões.

O FII MXRF11 também realizou um investimento de R$ 55 milhões no CRI Embraed, operação destinada ao financiamento de projetos residenciais de alto padrão nas cidades catarinenses de Balneário Camboriú e Itapema.

Outra movimentação foi a aquisição do CRI Lavvi, utilizada principalmente como alternativa para alocação dos recursos disponíveis em caixa.

Em contrapartida, o fundo reduziu sua exposição a determinados créditos por meio da venda de posições nos CRIs BGR Cidade Jardim FII, Arcelor Mittal, Uberlândia Refrescos, Birmann 32 e Pacaembu.

Novos aportes em FIIs e operações estruturadas movimentam o fundo

Além das mudanças na carteira de recebíveis, o MXRF11 ampliou sua participação em investimentos imobiliários estruturados durante setembro.

O volume aplicado em outros fundos imobiliários alcançou aproximadamente R$ 695,7 milhões ao término do mês.

Uma das principais movimentações foi o aumento de R$ 68,4 milhões na posição do OPI FII. A gestão também destinou uma nova parcela de R$ 66 milhões a uma operação estruturada de aquisição de unidades residenciais com desconto, envolvendo uma incorporadora listada e imóveis localizados em São Paulo.

Entre as maiores participações da carteira de FIIs, o GARE11 respondia por 19,01%, seguido pelo LPLP11, com 17,88%, e pelo XPHR Sub, com 17,85%.

No segmento de permutas financeiras, setembro também trouxe a alienação dos empreendimentos Campo Belo 5 e Pinheiros 1.

Esse tipo de operação permite ao fundo participar financeiramente de projetos imobiliários, especialmente em regiões valorizadas da capital paulista, por meio de estruturas contratuais específicas.

As garantias podem envolver terrenos, alienação fiduciária de participações em sociedades de propósito específico (SPEs) e avais concedidos pelas incorporadoras e por seus sócios.

Diante do cenário de juros elevados, a administração destacou a importância do monitoramento contínuo das empresas vinculadas aos créditos imobiliários. O acompanhamento considera principalmente os efeitos do custo do financiamento sobre o endividamento e a capacidade de pagamento dos devedores.

Com isso, o MXRF11 encerrou setembro mantendo a predominância dos CRIs em sua estratégia, ao mesmo tempo que realizou novas alocações em crédito, fundos imobiliários e operações estruturadas.